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RS: TJ e MP se mobilizam em auxílio às vítimas de incêndio

27 jan 2013
13h30
atualizado às 18h08
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Representantes do Ministério Público e do Tribunal de Justiça seguiram para Santa Maria (RS) para prestar solidariedade aos familiares das vítimas do incêndio que matou pelo menos 233 pessoas na madrugada deste domingo. A tragédia ocorreu na Boate Kiss, no centro do município, que fica a cerca de 250 quilômetros de Porto Alegre. 

Fogo teria começado por causa de um sinalizador aceso dentro da boate
Fogo teria começado por causa de um sinalizador aceso dentro da boate
Foto: Um Santamariense/Facebook / Reprodução

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O presidente do Tribunal de Justiça, desembargador Marcelo Bandeira Pereira, viajou para Santa Maria e colocou a estrutura do Judiciário à disposição. "O presidente do Tribunal de Justiça, em nome do Poder Judiciário do Rio Grande do Sul, manifesta consternação e solidariedade diante da tragédia ocorrida nesta madrugada, que vitimou mais de 200 pessoas em Santa Maria. Ao mesmo tempo, vem determinar que toda a estrutura do Judiciário Estadual seja colocada à disposição das autoridades locais e familiares das vítimas, para prestar todo o auxílio possível neste momento de luto para os gaúchos e o País", publicou em nota no site do TJ.

O procurador-geral Eduardo Lima Veiga, o subprocurador Ivory Coelho, e Miguel Velasquez, coordenador do Centro de Apoio Operacional de Defesa dos Direitos Humanos do Ministério Público, também se deslocaram para a cidade onde ocorreu a tragédia. "Eles foram prestar solidariedade e reunir os promotores que irá acompanhar o caso", informou a assessoria de imprensa do órgão. 

 

Incêndio em casa noturna
Um incêndio de grandes proporções deixou mais de 230 mortos na madrugada deste domingo em Santa Maria (RS). O incidente, que começou por volta das 2h30, ocorreu na Boate Kiss, na rua dos Andradas, no centro da cidade. O Corpo de Bombeiros acredita que o fogo iniciou com um sinalizador lançado por um integrante da banda que fazia show na festa universitária.
 
Segundo um segurança que trabalhava no local, muitas pessoas foram pisoteadas. "Na hora que o fogo começou foi um desespero para tentar sair pela única porta de entrada e saída da boate e muita gente foi pisoteada. Todos quiseram sair ao mesmo tempo e muita gente morreu tentando sair", contou. O local foi interditado e os corpos foram levados ao Centro Desportivo Municipal, onde centenas de pessoas se reuniam em busca de informações.
 
A prefeitura da cidade decretou luto oficial de 30 dias e anunciou a contratação imediata de psicólogos e psiquiatras para acompanhar as famílias das vítimas. A presidente Dilma Rousseff interrompeu viagem oficial que fazia ao Chile e foi até a cidade, onde se reuniu com o governador Tarso Genro e parentes dos mortos.

 

 

Fonte: Terra
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