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RS: polícia vai monitorar relatos da tragédia nas redes sociais

28 jan 2013
10h06
atualizado às 10h06
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O chefe da Polícia Civil do Rio Grande do Sul, Ranolfo Vieira Junior, informou nesta segunda-feira que o órgão vai monitorar as redes sociais para trazer à investigação todos os relatos sobre o incêndio na Boate Kiss, em Santa Maria, que matou mais de 230 pessoas na madrugada de domingo.

Familiares e amigos prestam a última homenagem às vítimas do incêndio
Familiares e amigos prestam a última homenagem às vítimas do incêndio
Foto: Fernando Borges / Terra

Veja a cronologia do incêndio na Boate Kiss em Santa Maria
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Segundo o delegado, uma equipe da Inteligência da Polícia Civil foi destacada para a missão. "Este setor vai monitorar as redes sociais, que é uma fonte inesgotável de informação", disse ele.

"Vamos buscar o relato de pessoas que foram postados na internet para trazer essa informação para os delegados que estão conduzindo as investigações em Santa Maria", afirmou. De acordo com Ranolfo, após a análise das declarações, testemunhas serão chamadas para depor.

O delegado afirmou ainda que, neste momento, a prioridade não é encontrar o sócio da boate que ainda não prestou depoimento, mas, sim, fazer o trabalho de perícia na casa noturna. Apenas um dos proprietários do estabelecimento se apresentou à polícia, na madrugada de ontem.

Incêndio na Boate Kiss 
Um incêndio de grandes proporções deixou mais de 230 mortos na madrugada deste domingo em Santa Maria (RS). O incidente, que começou por volta das 2h30, ocorreu na Boate Kiss, na rua dos Andradas, no centro da cidade. O Corpo de Bombeiros acredita que o fogo iniciou com um sinalizador lançado por um integrante da banda que fazia show na festa universitária. 

Segundo um segurança que trabalhava no local, muitas pessoas foram pisoteadas. "Na hora que o fogo começou foi um desespero para tentar sair pela única porta de entrada e saída da boate e muita gente foi pisoteada. Todos quiseram sair ao mesmo tempo e muita gente morreu tentando sair", contou. O local foi interditado e os corpos foram levados ao Centro Desportivo Municipal, onde centenas de pessoas se reuniam em busca de informações.

A prefeitura da cidade decretou luto oficial de 30 dias e anunciou a contratação imediata de psicólogos e psiquiatras para acompanhar as famílias das vítimas. A presidente Dilma Rousseff interrompeu viagem oficial que fazia ao Chile e foi até a cidade, onde se reuniu com o governador Tarso Genro e parentes dos mortos.

 

 

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Fonte: Terra
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