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RS: dois integrantes de banda e um dos donos da boate são presos

28 jan 2013
10h05
atualizado às 15h43
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De acordo com a Polícia Civil, três pessoas foram presas temporariamente na manhã desta segunda-feira devido ao incêndio em uma boate em Santa Maria (RS) que matou ao menos 231 pessoas na madrugada de domingo. "Eles foram presos porque é essencial para ajudar nas investigações e não estão sendo responsabilizados de nada ainda", explicou o delegado Ranolfo Vieira.

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Segundo o Tribunal de Justiça (TJ), o juiz Régis Adil Bertolini emitiu mandados de prisão temporária para os proprietários da Boate Kiss Elissandro Callegaro Sphor, que está detido sob custódia em um hospital de Cruz Alta, onde está internado, e Mauro Hoffman, que não foi encontrado, mas deve se apresentar até o final do dia.

Os outros dois presos são integrantes da banda Gurizada Fandangueira, que se apresentava no local no momento da tragédia: Luciano Augusto Bonilha Leão e Marcelo de Jesus dos Santos. O primeiro, segundo o TJ, era quem acionava o dispositivo do show pirotécnico à distância. O segundo é o vocalista, que estava com o sinalizador que teria provocado o incêndio. Os dois foram presos em Mata e encaminhados para a delegacia de Santa Maria.

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A delegada Luiza Santos Souza estava de plantão na noite de domingo e conduziu as investigações preliminares. Segundo ela, "obstáculos" fizeram com que as prisões fossem decretadas. "Conforme fomos conseguindo visualizar bem os fatos, começaram a surgir obstáculos. Vimos que foi necessário representar por mandado de busca e apreensão para coletar algumas provas e, ao final do dia, após ouvir 20 pessoas, a percebemos que era necessário representar pela prisão temporária de quatro pessoas".

Após concluir os trabalhos da força tarefa montada pela Polícia Civil, que liberou os corpos, a polícia deve focar os esforços nas investigações, segundo afirma o delegado Marcelo Arigony. Ele diz que já existe uma linha de investigação, que vai apurar se as saídas de emergências tinham o tamanho apropriado para dar vazão às pessoas e se o incêndio foi provocado por algum aparelho pirotécnico.

"Hoje pela manhã, conseguimos liberar o último corpo. A Polícia Civil do Rio Grande do Sul está esgotando a força-tarefa que foi montada no Centro Desportivo Municipal; agora vamos canalizar esforços na investigação", disse o delegado Arigony, afirmando que novas diligências serão realizadas para comprovar a linha de investigação.

A polícia trabalhou primeiro na frente de identificação e liberação dos corpos. Em seguida, partiu para as investigações. Com a conclusão da primeira etapa, a prioridade são as investigações. "Esses presos temporários são para que a investigação consiga esclarecer o fato com todas as suas circunstâncias. Para esclarecer se o fogo foi provocado pelo aparelho pirotécnico e a questão das entradas, se tinha condições de dar vazão”, afirmou Arigony.

A polícia não encontrou imagens do circuito de segurança no local. O equipamento, segundo os proprietários, não estaria funcionando há dois meses. A polícia, no entanto, cogita que ele possa ter sido tirado do local propositalmente.

Incêndio na Boate Kiss
Um incêndio de grandes proporções deixou mais de 230 mortos na madrugada deste domingo em Santa Maria (RS). O incidente, que começou por volta das 2h30, ocorreu na Boate Kiss, na rua dos Andradas, no centro da cidade. O Corpo de Bombeiros acredita que o fogo iniciou com um sinalizador lançado por um integrante da banda que fazia show na festa universitária.

Segundo um segurança que trabalhava no local, muitas pessoas foram pisoteadas. "Na hora que o fogo começou foi um desespero para tentar sair pela única porta de entrada e saída da boate e muita gente foi pisoteada. Todos quiseram sair ao mesmo tempo e muita gente morreu tentando sair", contou. O local foi interditado e os corpos foram levados ao Centro Desportivo Municipal, onde centenas de pessoas se reuniam em busca de informações.
A prefeitura da cidade decretou luto oficial de 30 dias e anunciou a contratação imediata de psicólogos e psiquiatras para acompanhar as famílias das vítimas. A presidente Dilma Rousseff interrompeu viagem oficial que fazia ao Chile e foi até a cidade, onde se reuniu com o governador Tarso Genro e parentes dos mortos.

Fonte: Terra

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