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RS: 76 estão com ventilação mecânica, diz secretaria de saúde

31 jan 2013
13h54
atualizado às 13h56
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Advogado: dono foi quem abriu portas para facilitar fuga da boate

 

De acordo com o boletim divulgado às 11h desta quinta-feira pela Secretaria de Saúde do Estado, 76 dos 138 pacientes internados vítimas do incêndio em Santa Maria (RS) respiram com a ajuda de aparelhos – ventilação mecânica. Ao todo, 87 ainda estão hospitalizados em Unidades de Terapia Intensiva (UTI) e 51 em enfermarias ou em observação.

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Em comparação com o último boletim divulgado ontem pela secretaria, cinco pessoas foram desentubadas nas últimas 24h. O número de hospitalizados passou de 140 para 138 nas últimas horas.  

Na Grande Porto Alegre, onde está a maioria dos internados em situação crítica, três se encontram em enfermaria e 57 em UTI. Em Santa Maria, dos 76 pacientes, 29 estão em UTI e 47 em enfermarias ou em observação. Há ainda um paciente no Hospital de Ijuí e outro no Hospital da Unimed de Caxias do Sul.

Até ontem, a Secretaria Estadual de Saúde possuía dados dos hospitalizados diferentes dos divulgados pela Força Nacional do Sistema Único de Saúde (SUS) do Ministério da Saúde. A partir de hoje, os levantamentos deverão ser unificados, segundo a secretaria.

Conforme o boletim médico de ontem à noite da Força Nacional, 134 pessoas estavam internadas por causa do incêndio. Pela manhã, o número era de 143. Além disso, no mesmo dia o balanço do ministério mostrou queda do número de pessoas que tiveram a ventilação mecânica retirada em hospitais de Porto Alegre: de 57 para 48.

 
INCÊNDIO EM SANTA MARIA

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Incêndio na Kiss
Um incêndio de grandes proporções deixou mais de 230 mortos na madrugada do dia 27 de janeiro, em Santa Maria (RS). O incidente, que começou por volta das 2h30, ocorreu na Boate Kiss, na rua dos Andradas, no centro da cidade. O Corpo de Bombeiros acredita que o fogo tenha iniciado com um artefato pirotécnico lançado por um integrante da banda que fazia show na festa universitária.
 
Segundo um segurança que trabalhava no local, muitas pessoas foram pisoteadas. "Na hora que o fogo começou, foi um desespero para tentar sair pela única porta de entrada e saída da boate, e muita gente foi pisoteada. Todos quiseram sair ao mesmo tempo e muita gente morreu tentando sair", contou. O local foi interditado e os corpos foram levados ao Centro Desportivo Municipal, onde centenas de pessoas se reuniam em busca de informações.
 
A prefeitura da cidade decretou luto oficial de 30 dias e anunciou a contratação imediata de psicólogos e psiquiatras para acompanhar as famílias das vítimas. A presidente Dilma Rousseff interrompeu uma viagem oficial que fazia ao Chile e foi até a cidade, onde se reuniu com o governador Tarso Genro e parentes dos mortos. A tragédia gerou uma onda de solidariedade tanto no Brasil quanto no exterior.
 
Os feridos graves foram divididos em hospitais de Santa Maria e da região metropolitana de Porto Alegre, para onde foram levados com apoio de helicópteros da FAB (Força Aérea Brasileira). O Ministério da Saúde, com apoio dos governos estadual e municipais, criou uma grande operação de atendimento às vítimas.
 
Na segunda-feira, quatro pessoas foram presas temporariamente - dois sócios da boate, Elissandro Callegaro Sphor, conhecido como Kiko, e Mauro Hoffman, e dois integrantes da banda Gurizada Fandangueira, Luciano Augusto Bonilha Leão e Marcelo de Jesus dos Santos. Enquanto a Polícia Civil investigava documentos e alvarás, a prefeitura e o Corpo de Bombeiros divergiam sobre a responsabilidade de fiscalização da casa noturna.
 
A tragédia fez com que várias cidades do País realizassem varreduras em boates contra falhas de segurança, e vários estabelecimentos foram fechados. Mais de 20 municípios do Rio Grande do Sul cancelaram a programação de Carnaval devido ao incêndio.
 

 

 

Fonte: Terra
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