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Militar morto em incêndio no RS é velado no Rio de Janeiro

29 jan 2013
13h13
atualizado às 16h05
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O corpo do tenente do Exército Leonardo Lacerda, 28 anos, que morreu no incêndio da Boate Kiss, em Santa Maria (RS), é velado desde as 9h desta terça-feira, no Cemitério do Caju, na zona norte do Rio de Janeiro. A cerimônia, que não teve honras militares a pedido da família, emocionou parentes e amigos do tenente. Segundo o coronel Mário Fonseca, do Comando Militar do Leste, "a família está muito consternada e não quer essas honras (...) - eles acham que só aprofunda o sentimento de perda".

Familiares chegam ao velório do tenente Leonardo Lacerda no Cemitério do Caju, no Rio
Familiares chegam ao velório do tenente Leonardo Lacerda no Cemitério do Caju, no Rio
Foto: Mauro Pimentel / Terra

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Das 231 pessoas que morreram na tragédia, oito eram militares, de acordo com o coronel Fonseca. Após o início do incêndio, o tenente Lacerda conseguiu sair da Boate Kiss, mas voltou algumas vezes para salvar outras pessoas e morreu.

"Pai nenhum deve receber a notícia da morte do filho", disse o aposentado Marcelo Moreira, 63 anos, amigo e vizinho dos pais do tenente. "Ele morreu como um herói. Era um menino muito feliz, muito estudioso, o filho que todo pai queria ter", afirmou ele. O corpo do militar deve ser cremado em uma cerimônia marcada para as 17h.

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O corpo da capitã médica Daniele Matos, 36 anos, outra vítima do incêndio, já chegou ao Rio de Janeiro, mas só deve ser velado na quarta-feira. A cerimônia está marcada para as 8h, no Cemitério de Inhaúma. O velório da capitã foi adiado porque familiares dela estavam no exterior quando ocorreu o incêndio.

A militar trabalhava no Hospital Central do Exército, em Triagem, na zona norte do Rio, mas havia viajado a Santa Maria para visitar amigos. Ela e o noivo, Herbert Magalhães Charão, morreram no incêndio.

Incêndio na Boate Kiss
Um incêndio de grandes proporções deixou mais de 230 mortos na madrugada deste domingo em Santa Maria (RS). O incidente, que começou por volta das 2h30, ocorreu na Boate Kiss, na rua dos Andradas, no centro da cidade. O Corpo de Bombeiros acredita que o fogo iniciou com um sinalizador lançado por um integrante da banda que fazia show na festa universitária.

Segundo um segurança que trabalhava no local, muitas pessoas foram pisoteadas. "Na hora que o fogo começou foi um desespero para tentar sair pela única porta de entrada e saída da boate e muita gente foi pisoteada. Todos quiseram sair ao mesmo tempo e muita gente morreu tentando sair", contou. O local foi interditado e os corpos foram levados ao Centro Desportivo Municipal, onde centenas de pessoas se reuniam em busca de informações.

A prefeitura da cidade decretou luto oficial de 30 dias e anunciou a contratação imediata de psicólogos e psiquiatras para acompanhar as famílias das vítimas. A presidente Dilma Rousseff interrompeu viagem oficial que fazia ao Chile e foi até a cidade, onde se reuniu com o governador Tarso Genro e parentes dos mortos.

 

Fonte: Terra
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