Tragédia em Santa Maria

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27 de janeiro de 2013 • 10h25 • atualizado às 17h45

Dilma chega a Santa Maria para acompanhar vítimas de tragédia

Do Chile, Dilma Rousseff lamentou as mortes na tragédia em entrevista coletiva
Foto: Planalto / Divulgação
  • Direto de Brasília
 

A presidente da República Dilma Rousseff chegou por volta das 13h30 a Santa Maria, na região central do Rio Grande do Sul, para acompanhar o trabalho de identificação dos corpos e auxílio às famílias das vítimas do incêndio em uma casa noturna que deixou mais de 230 mortos. Na companhia do governador Tarso Genro, a presidente seguiu em comitiva até o Hospital de Caridade, onde estão internados pelo menos 60 feridos.

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Por causa da tragédia, Dilma antecipou seu retorno de Santiago, no Chile, onde participava da Cúpula entre a Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac) e a União Europeia. Ela estava acompanhada do ministro da Educação, Aloizio Mercadante. A ministra de Direitos Humanos, Maria do Rosário, já estava na cidade. 

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, também irá ao Rio Grande do Sul avaliar que tipo de apoio pode ser dado na área da saúde. Ele já acionou técnicos do ministério para verificar as necessidades em Santa Maria. Mais cedo, Dilma fez um pronunciamento, do Chile, para prestar solidariedade às famílias das vítimas e chegou a se emocionar.

 

Incêndio em casa noturna
Um incêndio de grandes proporções deixou mais de 230 mortos na madrugada deste domingo em Santa Maria (RS). O incidente, que começou por volta das 2h30, ocorreu na Boate Kiss, na rua dos Andradas, no centro da cidade. O Corpo de Bombeiros acredita que o fogo iniciou com um sinalizador lançado por um integrante da banda que fazia show na festa universitária.
 
Segundo um segurança que trabalhava no local, muitas pessoas foram pisoteadas. "Na hora que o fogo começou foi um desespero para tentar sair pela única porta de entrada e saída da boate e muita gente foi pisoteada. Todos quiseram sair ao mesmo tempo e muita gente morreu tentando sair", contou. O local foi interditado e os corpos foram levados ao Centro Desportivo Municipal, onde centenas de pessoas se reuniam em busca de informações.
 
A prefeitura da cidade decretou luto oficial de 30 dias e anunciou a contratação imediata de psicólogos e psiquiatras para acompanhar as famílias das vítimas. A presidente Dilma Rousseff interrompeu viagem oficial que fazia ao Chile e foi até a cidade, onde se reuniu com o governador Tarso Genro e parentes dos mortos.