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Celulares das vítimas tocavam durante resgate, diz Defesa Civil

27 jan 2013
19h06
atualizado às 19h09
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O coordenador da Defesa Civil de Santa Maria (RS), Adilomar Silva, afirmou neste domingo, em entrevista à Band News , que bombeiros que trabalharam no socorro ao incêndio na boate Kiss relataram que ouviram os celulares de diversas vítimas tocarem durante os trabalhos de resgate. Segundo o coordenador, a maioria das chamadas eram de familiares buscando informações a respeito dos frequentadores da festa.

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"Realmente é chocante. Havia (...)  celular nos bolsos tocando. Um celular tinha mais de 100 chamadas não atendidas", afirmou Adilomar Silva, que se disse solidário aos pais em busca de notícias de seus filhos. "A gente que está aqui no front, vivenciando a situação, imagina o que o pai está enfrentando. Santa Maria é uma cidade universitária, uma cidade que tem muitos estudantes de várias partes do Estado e do Brasil, inclusive. Então alguns jovens residem sozinhos na cidade", disse o coordenador da Defesa Civil. "Por isso a nossa preocupação - das equipes de segurança - de agirmos o mais rápido possível na identificação desses jovens, para que os familiares tenham uma notícia precisa. Porque, neste momento de dor, a dor aumenta mais ainda com a indefinição das informações", concluiu.

Incêndio em casa noturna
Um incêndio de grandes proporções deixou mais de 230 mortos na madrugada deste domingo em Santa Maria (RS). O incidente, que começou por volta das 2h30, ocorreu na Boate Kiss, na rua dos Andradas, no centro da cidade. O Corpo de Bombeiros acredita que o fogo iniciou com um sinalizador lançado por um integrante da banda que fazia show na festa universitária.

Segundo um segurança que trabalhava no local, muitas pessoas foram pisoteadas. "Na hora que o fogo começou foi um desespero para tentar sair pela única porta de entrada e saída da boate e muita gente foi pisoteada. Todos quiseram sair ao mesmo tempo e muita gente morreu tentando sair", contou. O local foi interditado e os corpos foram levados ao Centro Desportivo Municipal, onde centenas de pessoas se reuniam em busca de informações.

A prefeitura da cidade decretou luto oficial de 30 dias e anunciou a contratação imediata de psicólogos e psiquiatras para acompanhar as famílias das vítimas. A presidente Dilma Rousseff interrompeu viagem oficial que fazia ao Chile e foi até a cidade, onde se reuniu com o governador Tarso Genro e parentes dos mortos.

Terra

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