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Cai para 93 número de vítimas internadas após incêndio em Santa Maria

4 fev 2013
17h41
atualizado às 17h59
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Caiu para 93 o número de vítimas da tragédia na Boate Kiss que estão internadas. Destes, 29 ainda estão em ventilação mecânica. Há internados em hospitais de cinco cidades do Rio Grande do Sul: Porto Alegre, Santa Maria, Caxias do Sul, Canoas e Ijuí.

Incêndio na Boate Kiss deixou 237 mortos
Incêndio na Boate Kiss deixou 237 mortos
Foto: Polícia Civil do Rio Grande do Sul/ Divulgação / Reuters

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No último sábado, o estudante Bruno Portella Fricks, 22 anos, que estava internado no Hospital de Clínicas de Porto Alegre, foi a terceira vítima a morrer em um dos hospitais do estado, para onde foram encaminhadas as vítimas do incêndio.

Com a morte de Bruno, subiu para 116 o número de alunos da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) mortos na tragédia. Ao todo, 237 pessoas morreram em decorrência do incêndio.

 

INCÊNDIO EM SANTA MARIA

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A universidade começou a organizar nesta segunda-feira o atendimento psicológico para as pessoas que estavam envolvidas no incêndio. Equipes do Centro de Acolhimento da UFSM estão recebendo os alunos e servidores para um primeiro atendimento e encaminhando para atendimento na rede de saúde mental do município, em clínicas escolas, no Setor Psiquiátrico do Hospital Universitário ou em clínicas cadastradas no Conselho Regional de Psicologia.

Com a retomada das aulas na UFSM, nesta segunda-feira, milhares de alunos participaram de um ato ecumênico em homenagem às vítimas do incêndio. O ato que ocorreu no campus da universidade ainda foi precedido por uma caminhada organizada pela comunidade de Santa Maria.

Incêndio na Boate Kiss
Um incêndio de grandes proporções deixou mais de 230 mortos na madrugada do dia 27 de janeiro, em Santa Maria (RS). O incidente, que começou por volta das 2h30, ocorreu na Boate Kiss, na rua dos Andradas, no centro da cidade. O Corpo de Bombeiros acredita que o fogo tenha iniciado com um artefato pirotécnico lançado por um integrante da banda que fazia show na festa universitária.

Segundo um segurança que trabalhava no local, muitas pessoas foram pisoteadas. "Na hora que o fogo começou, foi um desespero para tentar sair pela única porta de entrada e saída da boate, e muita gente foi pisoteada. Todos quiseram sair ao mesmo tempo e muita gente morreu tentando sair", contou. O local foi interditado e os corpos foram levados ao Centro Desportivo Municipal, onde centenas de pessoas se reuniam em busca de informações.

A prefeitura da cidade decretou luto oficial de 30 dias e anunciou a contratação imediata de psicólogos e psiquiatras para acompanhar as famílias das vítimas. A presidente Dilma Rousseff interrompeu uma viagem oficial que fazia ao Chile e foi até a cidade, onde se reuniu com o governador Tarso Genro e parentes dos mortos. A tragédia gerou uma onda de solidariedade tanto no Brasil quanto no exterior.

Os feridos graves foram divididos em hospitais de Santa Maria e da região metropolitana de Porto Alegre, para onde foram levados com apoio de helicópteros da FAB (Força Aérea Brasileira). O Ministério da Saúde, com apoio dos governos estadual e municipais, criou uma grande operação de atendimento às vítimas.

Na segunda-feira, quatro pessoas foram presas temporariamente - dois sócios da boate, Elissandro Callegaro Sphor, conhecido como Kiko, e Mauro Hoffman, e dois integrantes da banda Gurizada Fandangueira, Luciano Augusto Bonilha Leão e Marcelo de Jesus dos Santos. Enquanto a Polícia Civil investigava documentos e alvarás, a prefeitura e o Corpo de Bombeiros divergiam sobre a responsabilidade de fiscalização da casa noturna.

A tragédia fez com que várias cidades do País realizassem varreduras em boates contra falhas de segurança, e vários estabelecimentos foram fechados. Mais de 20 municípios do Rio Grande do Sul cancelaram a programação de Carnaval devido ao incêndio.

 
Agência Brasil Agência Brasil
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