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Brasília promove ato ecumênico em memória das vítimas do incêndio

Missa será às 19h desta quinta-feira na Catedral Metropolitana

7 fev 2013
09h07
atualizado às 09h08
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A Arquidiocese de Brasília celebra nesta quinta-feira, às 19h, ato ecumênico em memória das vítimas da tragédia ocorrida na Boate Kiss, em Santa Maria (RS), na madrugada do dia 27 de janeiro. A missa será conduzida pelo arcebispo dom Sergio da Rocha, na Catedral Metropolitana. Participam da celebração a presidenta Dilma Rousseff, ministros e parlamentares.

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O incêndio na casa noturna deixou 238 mortos. As responsabilidades pela tragédia estão sendo apuradas. A polícia investiga que tenha ocorrido uma sequência de erros, passando pela inadequação do ambiente para situações de emergência, a falta de fiscalização e o uso de um sinalizador proibido para lugares fechados.

A Secretaria de Saúde do Rio Grande do Sul informou na quarta-feira que seis pacientes internados por causa do incêndio tiveram alta nas últimas 24 horas. Com isso, caiu para 75 o número de vítimas hospitalizadas em quatro cidades gaúchas - Santa Maria, Porto Alegre, Canoas e Caxias do Sul.

 
INCÊNDIO EM SANTA MARIA

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Incêndio na Boate Kiss
Um incêndio de grandes proporções deixou mais de 230 mortos na madrugada do dia 27 de janeiro, em Santa Maria (RS). O incidente, que começou por volta das 2h30, ocorreu na Boate Kiss, na rua dos Andradas, no centro da cidade. O Corpo de Bombeiros acredita que o fogo tenha iniciado com um artefato pirotécnico lançado por um integrante da banda que fazia show na festa universitária.

Segundo um segurança que trabalhava no local, muitas pessoas foram pisoteadas. "Na hora que o fogo começou, foi um desespero para tentar sair pela única porta de entrada e saída da boate, e muita gente foi pisoteada. Todos quiseram sair ao mesmo tempo e muita gente morreu tentando sair", contou. O local foi interditado e os corpos foram levados ao Centro Desportivo Municipal, onde centenas de pessoas se reuniam em busca de informações.

A prefeitura da cidade decretou luto oficial de 30 dias e anunciou a contratação imediata de psicólogos e psiquiatras para acompanhar as famílias das vítimas. A presidente Dilma Rousseff interrompeu uma viagem oficial que fazia ao Chile e foi até a cidade, onde se reuniu com o governador Tarso Genro e parentes dos mortos. A tragédia gerou uma onda de solidariedade tanto no Brasil quanto no exterior.

Os feridos graves foram divididos em hospitais de Santa Maria e da região metropolitana de Porto Alegre, para onde foram levados com apoio de helicópteros da FAB (Força Aérea Brasileira). O Ministério da Saúde, com apoio dos governos estadual e municipais, criou uma grande operação de atendimento às vítimas.

Na segunda-feira, quatro pessoas foram presas temporariamente - dois sócios da boate, Elissandro Callegaro Sphor, conhecido como Kiko, e Mauro Hoffman, e dois integrantes da banda Gurizada Fandangueira, Luciano Augusto Bonilha Leão e Marcelo de Jesus dos Santos. Enquanto a Polícia Civil investigava documentos e alvarás, a prefeitura e o Corpo de Bombeiros divergiam sobre a responsabilidade de fiscalização da casa noturna.

A tragédia fez com que várias cidades do País realizassem varreduras em boates contra falhas de segurança, e vários estabelecimentos foram fechados. Mais de 20 municípios do Rio Grande do Sul cancelaram a programação de Carnaval devido ao incêndio.

Agência Brasil Agência Brasil
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