atualizado às 20h01

TJ-AL diz que greve do IML é ilegal e determina retorno ao trabalho

Neste sábado, familiares invadiram o IML Estácio de Lima, no bairro do Prado, em Maceió, e depredaram o hall do prédio Foto:  Divulgação
Neste sábado, familiares invadiram o IML Estácio de Lima, no bairro do Prado, em Maceió, e depredaram o hall do prédio
Foto: Divulgação
 
Odilon Rios
Direto de Maceió

O presidente do Tribunal de Justiça de Alagoas (TJ-AL), desembargador Sebastião Costa Filho, decretou neste sábado a ilegalidade da greve dos 30 médicos peritos dos dois únicos institutos médicos legais (IML) de Alagoas, localizados nas cidades de Maceió e Arapiraca.

Com isso, os profissionais devem retornar imediatamente ao trabalho, sob pena de multa diária de R$ 10 mil. No decreto, o presidente do TJ-AL proíbe a paralisação total ou parcial do instituto.

A decisão judicial vem horas após o pior incidente nos três dias de greve nos dois IMLs: familiares invadiram o IML Estácio de Lima, no bairro do Prado, em Maceió, e depredaram a recepção do prédio. Mais cedo, eles ameaçavam arrancar à força os corpos guardados no instituto e prometiam queimar o local.

Com a greve, as necropsias foram suspensas. Há corpos que aguardam desde quinta-feira para serem liberados para enterro. A principal reivindicação dos grevistas é a transferência do IML de prédio, que funciona no improviso há 80 anos.

Com a ameaça de uma nova invasão do IML da capital, o governo cedeu e transferiu o instituto de Maceió para o necrotério do Hospital Sanatório, que está desativado.

Um novo prédio está para ser construído, mas a promessa tem três anos. O investimento deverá custar R$ 4,5 milhões, mas ainda não há alvará e as obras não iniciaram.

Especial para Terra