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Teto da Renascer desaba em SP; 7 morrem e 76 ficam feridos

18 jan 2009
19h47
atualizado em 19/1/2009 às 09h06

O teto da sede mundial da Igreja Apostólica Renascer em Cristo, na avenida Lins de Vasconcelos, no bairro Cambuci, em São Paulo, desabou por volta das 19h. Segundo o secretário de Segurança do Estado, Ronaldo Marzagão, pelo menos 76 pessoas ficaram feridas e sete morreram. O estado de seis dos feridos é grave. Chovia no momento do desabamento.

A parte superior do prédio desabou por volta das 19h
A parte superior do prédio desabou por volta das 19h
Foto: Raphael Falavigna / Terra

As vítimas são levadas para o Hospital de Clínicas, Hospital São Camilo no Ipiranga e nos prontos-socorros de Vila Maria, Tatuapé, Jabaquara e Vergueiro. Os Bombeiros, que foram acionados às 18h56, enviaram 40 viaturas para o local. Dois helicópteros Águia, da PM, auxiliam no socorro às vítimas.

Cerca de 60 pessoas estavam na igreja no momento do acidente, segundo a assessoria de imprensa da Renascer. Rumores apontam que cerca de 400 pessoas estariam no local quando o teto desabou. O prédio, uma antiga sala de cinema, tem capacidade para receber cerca de duas mil pessoas.

A evangélica Márcia Dias, 35 anos, membro da igreja, que estava do lado de fora do templo quando o teto desabou, contou que sentiu um forte vento e depois o teto caiu. "Vi muitas pessoas caindo pelo chão e atropelando umas às outras", disse.

Márcia acompanhou uma das vítimas, uma mulher identificada como Elizete, 50 anos, até o Pronto-Socorro do Jabaquara. "Agradeci por estar viva e minha preocupação passou a ser auxiliar outras pessoas. Ganhei uma nova mãe", contou.

A CET informou que todas as ruas de acesso à avenida foram interditadas, entre a Heitor Peixoto e a Antônio Tavares.

A igreja foi o local onde o jogador de futebol do Milan Kaká se casou, em dezembro de 2005. A Igreja Renascer foi fundada em 1996 pela bispa Sonia Haddad Moraes Hernandez. Ela e seu marido, Estevan Hernandez Filho, foram presos nos Estados Unidos no dia 9 de janeiro de 2007 e permaneceram detidos até o dia 17 do mesmo mês, quando passaram a cumprir prisão domiciliar.

O casal foi condenado a 10 meses de detenção (cinco meses na cadeia e outros cinco em prisão domiciliar) pelo Tribunal do Sul da Flórida, nos Estados Unidos. Eles foram acusados de contrabando, conspiração e falso testemunho.

Com agências

Fonte: Redação Terra

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