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06 de maio de 2013 • 07h48 • atualizado às 13h57

Temporal com ventos acima de 90 km/h mata um no Rio

Quem saiu às ruas nesta segunda-feira no Rio precisou enfrentar a chuva e o vento fortes
Foto: Reynaldo Vasconcelos / Futura Press
 

Uma pessoa morreu por causa do forte temporal que atingiu o Rio de Janeiro no início da manhã desta segunda-feira. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, a vítima foi identificada como Ronaldo Gonçalves Fontinhas, 37 anos. Ele dirigia pela avenida Marechal Floriano, no centro, quando a árvore tombou sobre o veículo. O acidente ocorreu entre a rua Visconde da Gávea e a rua Tomé de Souza.

A via precisou ser totalmente interditada e o trânsito só foi liberado por volta das 11h. Gonçalves chegou a ser socorrido para o hospital Souza Aguiar, com fraturas no fêmur e na bacia, mas não resistiu e morreu. 

De acordo com o Centro de Operações, o sentido Central do Brasil da avenida Marechal Floriano, também entre a Rua Visconde da Gávea e a Rua Tomé de Souza, segue parcialmente liberado. Agentes da concessionária Porto Novo ainda atuam no local e orientam o trânsito. 

O município entrou em estágio de atenção devido à entrada da frente fria. Os aeroportos Santos Dumont e Tom Jobim operaram com auxílio de instrumentos. A estação de medição do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) em Copacabana, na zona sul da cidade, registrou rajadas de vento de 93 quilômetros por hora às 8h.

Na estação de Marambaia, na zona oeste, foram registradas, às 7h, rajadas de 86 km/h. O vendaval que atingiu a cidade provocou quedas de árvores e o fechamento de ruas das zonas norte, oeste e do centro. O metrô chegou a ter o tráfego interrompido entre as estações de Colégio e Pavuna, na zona norte, devido à queda de uma árvore no trilho. A SuperVia comunicou que em função do mau tempo, os trens precisaram circular com velocidade reduzida e maior tempo para o embarque e desembarque de passageiros.

O mau tempo também prejudicou o funcionamento do corredor exclusivo para ônibus da zona oeste do Rio, conhecido como BRT Transoeste. As chuvas que atingiram a região provocaram queda de energia, que deixou apagados sinais de trânsito, além de seis estações de embarque e desembarque de passageiros. Os ônibus passaram a trafegar com velocidade mais reduzida. 

De acordo com o Centro de Operações, a Rocinha foi o local que registrou mais chuva entre 6h45 e 7h, com 12 milímetros. Esse acumulado quase superou o estágio de chuva muito forte, que tem início em 12,5 milímetros.

A Light, concessionária que distribui energia no Rio, informou, em nota, que técnicos da companhia estão trabalhando para restabelecer a luz em pelo menos 15 bairros das zonas sul, norte e oeste e em três municípios da Baixada Fluminense, mas que ainda não há previsão para o término do serviço. 

Também choveu forte nas estradas de acesso ao Rio. A via Dutra registrava lentidão na altura de Nova Iguaçu. Na rodovia Washington Luís, o trânsito era lento na altura de Caxias e no acesso à Linha Vermelha.

Outras alterações
Por causa do mau tempo, o funcionamento do Teleférico do Complexo do Alemão também foi interrompido por volta das 7h. Os técnicos da SuperVia realizaram vistoria nos equipamentos e a equipe detectou que um cabo responsável pela transmissão de dados foi danificado pela fortes chuvas e rajadas de vento, no trecho entre as estações Baiana e Adeus. Técnicos já estão providenciando os reparos, mas ainda não há previsão para que o sistema volte a operar. 

Segundo a coordenadoria de Infraestrutura do Rio, o evento que marcaria o início das obras complementares do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) 1, na Rocinha, zona sul, foi adiado devido à chuva. A programação iria contar com a presença do vice-governador e coordenador de Infraestrutura do Estado, Luiz Fernando Pezão, e do secretário estadual de Obras, Hudson Braga.

Próximos dias
De acordo com a Climatempo, uma forte massa de ar polar avança sobre o centro-sul do Brasil e traz muito frio para o Rio de Janeiro nos próximos dias. As noites serão bastante frias, com chance de novos recordes de frio. A menor temperatura registrada no Rio em 2013 foi de 14,8ºC, em 24 de abril, na Vila Militar. 

O mar fica cada vez mais agitado e, na quarta-feira, as ondas podem ter picos de até 3 metros, com risco de alguma ressaca. 

Obra na radial Oeste
Além dos transtornos causados pelo temporal, o reparo em uma tubulação rompida na radial Oeste no domingo também exige paciência dos motoristas. A prefeitura do Rio, por meio da Secretaria de Transportes, fez um apelo à população para evitar, durante todo o dia a via, que é o principal elo entre o centro da cidade a bairros como Meier, Lins, Vila Isabel e Grajaú (incluindo quem vem de Jacarepaguá pela estrada Grajaú-Jacarepaguá).

O vazamento aconteceu ao lado da estação Maracanã e bem próximo ao estádio e abriu uma cratera no asfalto. A obra de reparo, que começou ainda ontem, só deve ficar pronta na noite desta segunda-feira.

Para quem vem da região do Méier, a indicação é que se faça opção pelo trem ou, de carro, pela Visconde de Niterói, em frente à Mangueira. Neste trecho, três das quatro continuam sem asfalto, o que deve reduzir bastante a velocidade no local, além da outra pista interditada. Para quem trafega no sentido contrário, duas faixas funcionam com velocidade reduzida.

Com informações da Agência Brasil e do JB Online

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