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Taxistas protestam pelo Brasil contra aplicativo Uber

Protestos são contra aplicativos que aceitam o cadastro de motoristas comuns

8 abr 2015
10h13
atualizado às 12h07
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Taxistas de várias cidades do Brasil iniciaram na manhã desta quarta-feira uma série de manifestações contra o uso de carros particulares no que eles chamam de “clandestinos de táxi com o apoio de aplicativos de carona remunerada”. Segundo a Associação Brasileira das Associações Civis e Cooperativas de Motoristas de Táxis (Abracom Táxi), a ação foi programada para acontecer nas cidades de São Paulo, Salvador, Belo Horizonte, Curitiba, Brasília e Rio de Janeiro.

Taxistas protestaram no Pacaembu, em São Paulo
Taxistas protestaram no Pacaembu, em São Paulo
Foto: Alice Vergueiro / Futura Press

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Os taxistas lutam contra a implantação dos aplicativos Uber e Zaznu, que oferecem serviços de carona por não profissionais. O Uber, aplicativo mais famoso desse tipo, já é utilizado em vários países do exterior e vem crescendo no Brasil. Os principais questionamentos são a falta de fiscalização e enfraquecimento da categoria.

<p>Aplicativo Uber permite o sistema de carona por motoristas "comuns"</p>
Aplicativo Uber permite o sistema de carona por motoristas "comuns"
Foto: Archivo / Getty Images

“O aplicativo prejudica toda a categoria e deve ser combatido em todo o País”, disse o presidente da Associação das Rádios Táxis de São Paulo (Artasp), Luis Maranhão. Para o presidente da Osascoop, Orlando Antunes, além da falta de fiscalização, há o problema da conivência de muitos taxistas com a atual situação. “Precisamos nos mexer e, para isso, a manifestação será extremamente válida. Estamos sentindo na pele os efeitos da concorrência desleal provocada pelo aplicativo. Vamos tentar levar para o Pacaembu o máximo de carros que conseguirmos, inclusive taxistas de pontos de rua”, disse antes da manifestação.

O protesto na capital paulista ocorre em frente ao estádio do Pacaembu, na região central da cidade, e segue em carreata até a Câmara Municipal.

Polêmica
Na Índia, o uso do aplicativo está relacionado a um caso de estupro na capital Nova Délhi. Nesse caso específico, a passageira relatou ter sido estuprada e espancada após chamar uma corrida com motorista do Uber no começo de dezembro. A mulher entrou com um processo contra o serviço online de carros num tribunal federal dos EUA em janeiro, alegando que a companhia falhou em assegurar procedimentos básicos de segurança.

O Uber, no entanto, pediu ao tribunal que rejeite um processo impetrado pela suposta vítima do crime, dizendo que a companhia de compartilhamento de corridas não pode ser legalmente responsabilizada pelas ações do motorista.

No Brasil, taxistas defendem uso de aplicativos apenas para motoristas credenciados e legalizados.

Por meio de nota, a Uber no Brasil se posicionou dizando que "acredita que os brasileiros devem ter assegurado seu direito de escolha para se movimentar pelas cidades" e ressaltou que ela "não é uma empresa de táxi, muito menos fornece este tipo de serviço, mas sim uma empresa de tecnologia que criou uma plataforma tecnológica que conecta motoristas parceiros particulares a usuários que buscam viagens seguras e eficientes, em mais de 300 cidades de 56 países".

Idealizado por Garett Camp e Travis Kalanick, a proposta inicial da Uber surgiu durante a conferência LeWeb, na França, em 2009. O objetivo era facilitar e inovar a forma pela qual as pessoas se locomovem pelas cidades, inicialmente em São Francisco (EUA), utilizando-se de veículos sedan. Foi assim que surgiu o UberBLACK, primeiro produto da empresa. O aplicativo foi lançado também em 2009.

Fonte: Terra

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