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SP: vaquinha para arrecadar dinheiro para fianças já conseguiu R$ 4,5 mil

Valor será usado para pagar a libertação dos detidos em protestos contra o aumento da passagem em São Paulo na terça-feira

12 jun 2013
23h03
atualizado às 23h09
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A campanha criada no site Vakinha , usado para juntar dinheiro para causas, pelo Movimento Passe Livre (MPL), que defende redução na tarifa e melhores condições no transporte público em São Paulo, para arrecadar dinheiro para o pagamento das fianças de manifestantes presos pela polícia no protesto desta terça-feira na capital paulista, arrecadou até as 23h desta quarta-feira R$ 4.502; 22,5% do total de R$ 20 mil que a campanha pretende arrecadar.

Movimento Passe Livre criou vaquinha na web para arrecadar dinheiro para fianças
Movimento Passe Livre criou vaquinha na web para arrecadar dinheiro para fianças
Foto: Reprodução

Além do valor já totalizado, ainda há "a confirmar" R$ 23.278. Na tarde de hoje, cerca de R$ 43 mil estavam em confirmação, mas não foram contabilizados.

Segundo o movimento, a campanha servirá para que a solidariedade de todos os manifestantes “é maior que todas as celas”. "O governo de São Paulo acha que vai parar as manifestações com a repressão policial e cobrando fianças de R$ 20. Vamos mostrar que nossa solidariedade é maior que todas as celas! Liberdade aos presos políticos do Haddad e tarifa zero já", diz a mensagem da vaquinha online.

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Protesto dura cerca de seis horas
Após quase seis horas do início do protesto contra o aumento das tarifas de ônibus, trem e metrô na capital paulista, foram registrados pelo menos 20 prisões de manifestantes e três casos de policiais militares feridos por pedras. A informação é do tenente-coronel Marcelo Pignatari, que comandou o policiamento que acompanhou os manifestantes, e disse ainda que os detidos foram encaminhados ao 78º Distrito Policial (Jardins).

A manifestação começou de maneira pacífica, mas os primeiros tumultos começaram logo no início da passeata, na rua da Consolação, onde um jovem ciclista foi detido ao trafegar na única faixa liberada na via. A partir daí, o clima continuou tenso, com novos episódios de confronto entre manifestantes e policiais militares.

A situação se agravou, porém, em frente ao terminal de ônibus Parque Dom Pedro. Após cerca de 20 minutos concentrados em frente ao local, um grupo de jovens tentou levar a passeata ao local, entregando flores aos policiais, mas foi impedida pela PM, que disparou bombas de gás lacrimogênio e tiros de bala de borracha.

A PM não soube informar quantos manifestantes ficaram feridos, mas a reportagem presenciou vários jovens sendo atingidos por cassetetes e balas de borracha disparados pelos policiais. Pelo menos dois manifestantes ficaram feridos após serem atropelados por um motorista, que dirigia um Fiat Uno, que se irritou com a manifestação e atirou o carro contra os jovens - um homem e uma mulher, que não se feriram com gravidade.

Segundo os organizadores, o objetivo da manifestação era "parar o País para serem escutados em Paris", em referência à cidade para onde o prefeito, Fernando Haddad (PT), e o governador do Estado, Geraldo Alckmin (PSDB), foram para defender a candidatura da cidade para ser sede da Expo2020. No início do protesto, muitos passageiros de ônibus demonstraram apoio à passeata, aplaudindo a manifestação. Entretanto, a pichação dos veículos - muitos ônibus - e de prédios públicos foi reprovada por muitas pessoas que assistiam ao protesto.

Confrontos
O protesto foi marcado por confrontos entre os manifestantes e policiais militares. Um grupo usou lixeiras e pedras para destruir vidraças de agências bancárias. Na rua Silveira Martins, o diretório do PT também foi apedrejado.
A Tropa de Choque da PM usou bombas de efeito moral para dispersar os manifestantes, após o confronto no terminal de ônibus do parque Dom Pedro. Com isso, grande parte dos participantes do ato subiu para a avenida Paulista.

A manifestação teve início, no fim da tarde, com uma concentração no fim da Paulista. Depois saiu em passeata pela rua da Consolação. Em seguida, os participantes bloquearam completamente a Radial Leste, pegaram a avenida Liberdade, passando pela praça da Sé. Na avenida Rangel Pestana, um pequeno grupo apedrejou e queimou um ônibus elétrico que estava estacionado. No parque Dom Pedro, eles foram impedidos pela polícia de entrar no terminal de ônibus.

Nova manifestação na quinta-feira
Um novo protesto está marcado para a quinta-feira, no Anhangabaú. A concentração será às 17h, em frente ao Theatro Municipal. A manifestação será novamente organizada pelo Movimento Passe Livre, que reivindica isenção de tarifa para os estudantes secundaristas e universitários, e melhores condições para o transporte público em São Paulo.

Aumento da tarifa
As passagens de ônibus, metrô e trem da cidade de São Paulo passaram a custar R$ 3,20 no dia 2 de junho . A tarifa anterior, de R$ 3, vigorava desde janeiro de 2011. Desde o dia 6, a cidade vem enfrentando protestos.

Segundo a administração paulista, caso fosse feito o reajuste com base na inflação acumulada no período, aferido pelo IPC/Fipe, o valor chegaria a R$ 3,40. "O reajuste abaixo da inflação é um esforço da prefeitura para não onerar em excesso os passageiros", disse em nota.

O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), havia declarado que o reajuste poderia ser menor caso o Congresso aprovasse a desoneração do Programa de Integração Social (PIS) e da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) para o transporte público. O decreto foi publicado , mas não houve manifestação da administração municipal sobre redução das tarifas.

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Terra

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