1 evento ao vivo

SP: sindicato contabiliza 2 jornalistas presos e 12 feridos em protestos

Balanço é parcial e deve aumentar, segundo o Sindicato dos Jornalistas do Estado de São Paulo

14 jun 2013
16h29
atualizado às 16h50
  • separator
  • comentários

O Sindicato dos Jornalistas do Estado de São Paulo (SJSP) divulgou na tarde desta sexta-feira uma lista, ainda parcial, de repórteres e profissionais da imprensa que foram feridos e detidos enquanto cobriam a manifestação contra o aumento da passagem em São Paulo, nesta quinta-feira. Segundo o balanço, dois repórteres foram presos e 12 agredidos por policiais.

A repórter Giuliana Vallone, do jornal Folha de S. Paulo, foi atingida no olho por uma bala de borracha da PM
A repórter Giuliana Vallone, do jornal Folha de S. Paulo, foi atingida no olho por uma bala de borracha da PM
Foto: Guilherme Kastner / Brazil Photo Press

Repórter do Terra é agredido pela PM em protesto em SP
Repórteres da Folha levam tiros de borracha no rosto em protesto
SP: fotógrafo do Terra é preso durante cobertura de protesto

Fotógrafo atingido em protesto tem chance mínima de recuperar visão

De acordo com o sindicato da categoria, foram presos “arbitrariamente” ontem o repórter Piero Locatelli, de Carta Capital, e Fernando Borges, do Terra . Ainda de acordo com o sindicato, 12 jornalistas foram vítimas de violência policial, mas “o número de vítimas, certamente, deve ser bem maior”.

Segundo levantamento do sindicato, Vagner Magalhães, do Terra , Fernando Mellis, do R7, Gisele Brito, da Rede Brasil Atual, Leandro Morais, do UOL, e Fabio Braga, Marlene Bergamo, Félix Lima, Ana Krepp, Rodrigo Machado e Giuliana Vallone - que levou um tiro de bala de borracha no olho e precisou ser internada no hospital Sírio Libanês -, da Folha de S. Paulo, além de Henrique Beirange e André Américo, do jornal Metro.

Apesar de não ter sido citado, o fotógrafo Sérgio Silva, da agência Futura Press, foi atingido no olho esquerdo por um tiro de bala de borracha disparado pela Polícia Militar. Ele tem poucas chances de recuperar a visão. Segundo a mulher dele, a jornalista Kátia Passos, "o caso dele é bastante grave". "Os médicos acham que, mesmo se fizesse agora uma cirurgia, pode até piorar a pequena acuidade visual que ele ainda tem. Mas a chance de ele recuperar ( a visão ) é mínima", disse ela.

De acordo com o sindicato, o secretário Fernando Grella se comprometeu a apurar a violência efetuada por policiais militares contra os jornalistas nas manifestações.

A direção do SJSP encaminhou ofícios a Secretaria de Segurança Pública, Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), Ouvidoria das Polícias de São Paulo, Corregedoria das Polícias Civil e Militar, Comandos da PM e Guarda Civil Metropolitano (GCM), ao Palácio dos Bandeirantes, Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp), exigindo providências “contra as arbitrariedades, agressões e violência”.

Mais agressões
O repórter do Terra Vagner Magalhães também levou um golpe de cacetete de um policial militar enquanto cobria o protesto. O jornalista foi agredido no braço, no vão-livre do Museu de Arte de São Paulo (Masp). Manifestantes se juntaram no local depois que o protesto e os confrontos com a polícia se amenizaram. Policiais passaram pelo local e foram ironicamente aplaudidos pelo grupo. Diante da provocação, os PMs partiram para cima dos manifestantes.

Próximo da confusão, Vagner alertou os policiais que é repórter e que estava trabalhando no local, mas foi agredido. Os PMs ainda lançaram bombas sobre um grupo de jornalistas que partiu em sua ajuda.

O fotógrafo do Terra Fernando Borges foi detido enquanto cobria a manifestação, ainda nesta tarde. Ele portava crachá de imprensa, equipamento fotográfico de trabalho e se apresentou como jornalista, mas foi levado pelos policiais. Ele passou 40 minutos detido junto com outros manifestantes, de frente para a parede, com as mãos nas costas e a cabeça baixa, mas já foi liberado.

Os policiais revistaram os pertences e documentos dos detidos, e só liberaram o fotógrafo alegando que ele "não portava vinagre", que é usado como "antídoto caseiro” contra os efeitos da bomba de gás lacrimogêneo. Alguns profissionais de imprensa utilizam o produto para conseguir trabalhar registrando as imagens do protesto .

Bomba de gás lacrimogêneo cai dentro de carro em protesto em SP

A repórter do Terra Marina Novaes tentou fugir das bombas lançadas pela polícia e se refugiou na garagem de um prédio próximo à praça Roosevelt, junto de um grupo de outras pessoas. A polícia isolou a área e levou o grupo para o camburão. Retida, ela só foi dispensada depois que se apresentou como jornalista.

O repórter do jornal Metro, Henrique Beirange, foi atingido por um jato de spray de pimenta, enquanto cobria a manifestação. "Jogaram spray de pimenta de forma aleatória contra os jornalistas. Isso é um absurdo. A gente está aqui trabalhando", protestou.

O jornal Folha de S.Paulo anunciou que sete repórteres da empresa foram agredidos, sendo que dois levaram tiros de balas de borracha no rosto, durante o protesto. Segundo o veículo, os jornalistas atingidos com tiros são Giuliana Vallone e Fábio Braga.

Uma imagem que seria da repórter com o olho inchado após o tiro circula nas redes sociais. O jornal também cita uma testemunha que teria visto um policial "mirar e atirar covardemente" na repórter. Segundo a Folha, o fotógrafo Fábio Braga foi atingido por dois disparos.

<a data-cke-saved-href="http://www.terra.com.br/noticias/infograficos/tarifas-de-onibus/iframe.htm" data-cke-957-href="http://www.terra.com.br/noticias/infograficos/tarifas-de-onibus/iframe.htm">veja o infográfico</a>

<a data-cke-saved-href="http://www.terra.com.br/noticias/infograficos/tarifas-metro-onibus-sp/iframe.htm" href="http://www.terra.com.br/noticias/infograficos/tarifas-metro-onibus-sp/iframe.htm">veja o infográfico</a>
Fonte: Terra

compartilhe

comente

  • comentários
publicidade
publicidade