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SP: protesto pelo desaparecimento de Amarildo interdita avenidas

1 ago 2013
19h47
atualizado às 20h54
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Manifestantes protestam em São Paulo contra o governador do Estado, Geraldo Alckmin (PSDB), e pelo desaparecimento do pedreiro carioca Amarildo de Souza, morador da comunidade da Rocinha, que não foi mais localizado depois de uma ação da Polícia Militar na favela, há 18 dias. Por conta da manifestação, a avenida 23 de Maio, que liga a zona norte à zona sul da capital paulista, ficou com o trânsito totalmente interditado, no sentido aeroporto de Congonhas e a avenida Paulista teve um dos sentidos bloqueados

Manifestantes carregam faixa cobrando informações sobre o paradeiro do pedreiro Amarildo de Souza, desaparecido no Rio de Janeiro
Manifestantes carregam faixa cobrando informações sobre o paradeiro do pedreiro Amarildo de Souza, desaparecido no Rio de Janeiro
Foto: Ricardo Matsukawa / Terra

Segundo a Polícia Militar, a manifestação começou por volta das 17h30, em frente à prefeitura de São Paulo, no viaduto do Chá, no centro da capital paulista. De acordo com a estimativa da PM, 250 pessoas fazem parte do ato.

De acordo com a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), a interdição na avenida 23 de Maio começou por volta de 18h50. O bloqueio no trânsito ocorre na altura do viaduto Condessa de São Joaquim. Às 19h05, o trânsito em São Paulo era de 181 quilômetros. Na 23 de Maio, a lentidão era de 4,5 quilômetros às 20h. 

Após deixar a avenida 23 de Maio o grupo interditou o trânsito na avenida Paulista, por volta das 20h15. De acordo com a CET, por alguns instantes os dois sentidos da via ficaram interrompidos, mas os manifestantes passaram a bloquear totalmente o trânsito apenas no sentido Consolação. 

Ao chegar à Avenida Brigadeiro Luiz Antônio, houve um início de tumulto quando os policiais imobilizaram um manifestante. Posteriormente ele foi liberado.  Até agora não houve confronto entre policiais e manifestantes ou casos de depredações.

Protestos contra tarifas mobilizam população e desafiam governos de todo o País
Mobilizados contra o aumento das tarifas de transporte público nas grandes cidades brasileiras, grupos de ativistas organizaram protestos para pedir a redução dos preços e maior qualidade dos serviços públicos prestados à população. Estes atos ganharam corpo e expressão nacional, dilatando-se gradualmente em uma onda de protestos e levando dezenas de milhares de pessoas às ruas com uma agenda de reivindicações ampla e com um significado ainda não plenamente compreendido.

A mobilização começou em Porto Alegre, quando, entre março e abril, milhares de manifestantes agruparam-se em frente à Prefeitura para protestar contra o recente aumento do preço das passagens de ônibus; a mobilização surtiu efeito, e o aumento foi temporariamente revogado. Poucos meses depois, o mesmo movimento se gestou em São Paulo, onde sucessivas mobilizações atraíram milhares às ruas; o maior episódio ocorreu no dia 13 de junho, quando um imenso ato público acabou em violentos confrontos com a polícia.

A grandeza do protesto e a violência dos confrontos expandiu a pauta para todo o País. Foi assim que, no dia 17 de junho, o Brasil viveu o que foi visto como uma das maiores jornadas populares dos últimos 20 anos. Motivados contra os aumentos do preço dos transportes, mas também já inflamados por diversas outras bandeiras, tais como a realização da Copa do Mundo de 2014, a nação viveu uma noite de mobilização e confrontos em São PauloRio de JaneiroCuritibaSalvadorFortalezaPorto Alegre e Brasília.

A onda de protestos mobiliza o debate do País e levanta um amálgama de questionamentos sobre objetivos, rumos, pautas e significados de um movimento popular singular na história brasileira desde a restauração do regime democrático em 1985. A revogação dos aumentos das passagens já é um dos resultados obtidos em São Paulo e outras cidades, mas o movimento não deve parar por aí. “Essas vozes precisam ser ouvidas”, disse a presidente Dilma Rousseff, ela própria e seu governo alvos de críticas.

Com informações da Agência Brasil

Fonte: Terra
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