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SP: moradores da Favela do Moinho agendam reunião com secretário

5 jul 2013
22h59
atualizado às 23h09
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Após uma manifestação em frente à prefeitura de São Paulo, no viaduto do Chá, no centro da capital paulista, os moradores da Favela do Moinho conseguiram se reunir na noite desta sexta-feira com o secretário municipal de Habitação, José Floriano de Azevedo Marques Neto, e agendaram uma nova reunião com ele para a próxima quinta-feira (11), na Favela do Moinho. O horário da reunião ainda não foi revelado.

<p>Moradores da favela do Moinho fizeram uma manifestação pedindo a urbanização do loal, em frente à prefeitura da capital paulista, nesta sexta-feira</p>
Moradores da favela do Moinho fizeram uma manifestação pedindo a urbanização do loal, em frente à prefeitura da capital paulista, nesta sexta-feira
Foto: Gabriela Biló / Futura Press

A Favela do Moinho, que está localizada embaixo do viaduto Orlando Murgel e ao lado de uma linha férrea, foi atingida por dois grandes incêndios em 2011 e 2012. Segundo os moradores, cerca de 400 famílias ainda vivem no local. No ano passado, durante a campanha eleitoral, o atual prefeito Fernando Haddad (PT) visitou o local e prometeu aos moradores que iria “trabalhar muito para regularizar a situação do terreno”.

“Eles não deram horário definitivo (para a reunião), mas a gente já teve um bom avanço que foi conversar e eles vão colocar água para a gente e melhorar (o local), fazendo uma canalização dos esgotos”, disse Alessandra Moja Cunha, uma das líderes comunitárias que participaram da reunião. 
Procuradas pela Agência Brasil, tanto a prefeitura municipal quanto a secretaria de Habitação confirmaram que o secretário se reuniu com um grupo de 10 moradores da comunidade e propôs uma nova reunião para a próxima quinta-feira. Os manifestantes disseram que, caso o acordo não seja cumprido, haverá um novo protesto na próxima sexta-feira. “Queremos moradias, mas melhorando (as condições) lá, já dá para parecer uma moradia melhor”, disse ela.

A reunião, no entanto, não satisfez o coordenador-geral da comunidade, Humberto José Marques Rocha. “Não (ficamos satisfeitos com a reunião de hoje). Queremos a presença dele (secretário) e do Haddad lá”, disse.

Na tarde de hoje, os manifestantes saíram do viaduto Engenheiro Orlando Murgel, na região da Barra Funda, e seguiram em caminhada pela avenida Rio Branco, passando pelo Largo do Paissandu e viaduto do Chá, com destino à prefeitura municipal. 

A caminhada teve início por volta das 16h, e o grupo chegou à prefeitura por volta das 17h30, quando receberam a notícia de que um grupo dos manifestantes iria se reunir com o secretário.

A reunião com o secretário durou cerca de uma hora. Enquanto subiam para a reunião na sede da prefeitura, o restante dos moradores ficou do lado de fora cantando, gritando e projetando no prédio da prefeitura vídeos dos moradores e da campanha eleitoral em que Haddad prometia que iria regularizar a situação dos moradores.

Os moradores apresentaram ao secretário uma lista de reivindicações, em que pediram regularização fundiária do terreno; urbanização da comunidade; água, luz, esgoto e coleta de lixo no local e equipamentos de combate a incêndio, entre outros.
 
“A gente não quer Bolsa Aluguel. Queremos moradias para a gente, de preferência por aqui mesmo”, disse Sandra Regina, mãe de Alessandra, que vive há 17 anos no local. “Queremos morar no centro. Dezoito anos é uma história. Temos uma história no centro. Queremos o terreno para morar. Aqui no centro temos escola, creche, mercado, hospital e tudo perto. Temos tudo ao redor.”

<p>Moradores da favela do Moinho fizeram uma manifestação pedindo a urbanização do loal, em frente à prefeitura da capital paulista, nesta sexta-feira</p>
Moradores da favela do Moinho fizeram uma manifestação pedindo a urbanização do loal, em frente à prefeitura da capital paulista, nesta sexta-feira
Foto: Gabriela Biló / Futura Press

Maria Cristina dos Santos, que mora no local há nove anos com seus quatro filhos, se emociona ao falar que tem medo de ser expulsa. “Temos medo de eles colocarem a gente para fora sem direito a nada”, falou à Agência Brasil. Maria Cristina diz que recusou a Bolsa Aluguel, porque, segundo ela, não dá para viver no centro de São Paulo com o valor que é pago, de cerca de R$ 450, que foi oferecido pela prefeitura a alguns moradores para que deixassem de viver lá.

Por meio de nota, a Secretaria de Habitação informou que o processo de desocupação da Favela do Moinho teve início em 2012, logo após o incêndio que atingiu o local. Na época, 810 famílias foram cadastradas. Desse total, 50% recebem o auxílio-moradia e aguardam as unidades definitivas. Segundo a secretaria, não há ainda nada definido sobre o destino do local, cuja área pertence à União e é “100% cercada por trilhos, operados pela Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM)”.

Protestos contra tarifas mobilizam população e desafiam governos de todo o País
Mobilizados contra o aumento das tarifas de transporte público nas grandes cidades brasileiras, grupos de ativistas organizaram protestos para pedir a redução dos preços e maior qualidade dos serviços públicos prestados à população. Estes atos ganharam corpo e expressão nacional, dilatando-se gradualmente em uma onda de protestos e levando dezenas de milhares de pessoas às ruas com uma agenda de reivindicações ampla e com um significado ainda não plenamente compreendido.

A mobilização começou em Porto Alegre, quando, entre março e abril, milhares de manifestantes agruparam-se em frente à Prefeitura para protestar contra o recente aumento do preço das passagens de ônibus; a mobilização surtiu efeito, e o aumento foi temporariamente revogado. Poucos meses depois, o mesmo movimento se gestou em São Paulo, onde sucessivas mobilizações atraíram milhares às ruas; o maior episódio ocorreu no dia 13 de junho, quando um imenso ato público acabou em violentos confrontos com a polícia.

A grandeza do protesto e a violência dos confrontos expandiu a pauta para todo o País. Foi assim que, no dia 17 de junho, o Brasil viveu o que foi visto como uma das maiores jornadas populares dos últimos 20 anos. Motivados contra os aumentos do preço dos transportes, mas também já inflamados por diversas outras bandeiras, tais como a realização da Copa do Mundo de 2014, a nação viveu uma noite de mobilização e confrontos em São PauloRio de JaneiroCuritibaSalvadorFortalezaPorto Alegre e Brasília.

A onda de protestos mobiliza o debate do País e levanta um amálgama de questionamentos sobre objetivos, rumos, pautas e significados de um movimento popular singular na história brasileira desde a restauração do regime democrático em 1985. A revogação dos aumentos das passagens já é um dos resultados obtidos em São Paulo e outras cidades, mas o movimento não deve parar por aí. “Essas vozes precisam ser ouvidas”, disse a presidente Dilma Rousseff, ela própria e seu governo alvos de críticas.

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