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21 de setembro de 2010 • 12h20 • atualizado às 12h46

SP: Metrô apura se paralisação de trem foi ato de vandalismo

Com pane no Metrô, estação fica lotada em SP
Foto: Filipe Araulo / Agência Estado
 

O Metrô de São Paulo investiga se o acionamento do botão de emergência que abriu as portas de um trem e paralisou a composição na Linha 3-Vermelha, na manhã desta terça-feira, foi um ato de vandalismo. Segundo a assessoria de imprensa da companhia, caso fique comprovado que o passageiro que acionou o dispositivo agiu por má-fé, ele estará sujeito a responder judicialmente pelo crime.

De acordo com o Metrô, o botão de emergência fica localizado na parede das composições, coberto por uma estrutura plástica que deve ser rompida para acionar o mecanismo. Próximo ao botão há uma advertência de que o aparelho só deve ser utilizado em casos em que há risco aos passageiros.

Uma vez acionado o botão, o operador é obrigado a parar a composição. As portas só se abrem depois que o trem estiver completamente parado. No problema registrado nesta terça-feira, segundo o Metrô, os usuários só puderam deixar os vagões depois que a energia foi cortada no trecho entre as estações Sé e Belém. De acordo com a assessoria de imprensa, funcionários da companhia orientaram e acompanharam os passageiros até a estação mais próxima.

Em entrevista a rádio CBN, o diretor de Operações do Metrô, Conrado Grava de Souza, disse que o botão teria sido acionado devido a uma blusa de uma passageira que impedia o fechamento de uma das portas da composição. Segundo ele, ao impedir o funcionamento normal da porta, os usuários do trem se assustaram e acionaram o dispositivo. Os passageiros do trem que vinha logo atrás também apertaram o botão e seguiram pela via.

Entenda o caso
O caos na Linha 3-Vermelha do Metrô teve início às 7h50 desta terça-feira. Segundo a assessoria de imprensa da companhia, um passageiro acionou o botão de emergência que abre as portas do trem, o que causou a parada imediata da composição, que seguia no sentido Palmeiras/Barra Funda.

De acordo com o Metrô, o trecho entre as estações Sé e Belém teve a alimentação de energia cortada para permitir o desembarque dos usuários. Às 10h, o trecho foi liberado, mas a situação ainda não havia sido normalizada. Todas as 18 estações da Linha 3-Vermelha apresentavam movimento acima da média e intervalos maiores na circulação de trens.

Trânsito lento
Segundo a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), o problema na Linha 3-Vermelha do Metrô provocou lentidão em algumas vias próximas às estações afetadas, em função do excesso de veículos. Às 11h28, o maior trecho com lentidão era registrado na Radial Leste, sentido centro, nos 6,5 km entre as avenidas Bernardino Brito Fonseca de Carvalho e a Pires do Rio.

No sentido inverso da Radial Leste, entre a avenida Pires do Rio e a rua Wandenkolk, o motorista enfrentava lentidão de 4,5 km. O caos no Metrô teve reflexos também na Marginal Tietê, onde a CET registrava 3 km na pista expressa, sentido Castelo Branco, entre o Hospital Vila Maria e a ponte Jânio Quadros.

Redação Terra