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SP: manifestantes são detidos em protesto contra aumento da passagem

11 jun 2013
17h57
atualizado em 12/6/2013 às 10h12
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Dois manifestantes já foram presos no protesto realizado pelo Movimento Passe Livre contra o aumento no preço da tarifa do transporte público em São Paulo, na tarde desta terça-feira. De acordo com a PM, o primeiro manifestante foi detido por interditar uma das faixas e se recusar a deixar o local. O segundo foi detido em um confronto com a polícia no túnel do Anhangabaú. Os detidos devem ser encaminhados para o 78º Distrito Policial (Jardins).

<p>Nova manifestação começou por volta das 17h nesta terça-feira</p>
Nova manifestação começou por volta das 17h nesta terça-feira
Foto: Bruno Santos / Terra

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A PM tem orientação para não permitir que as vias por onde passará o protesto sejam completamente interditadas. A Tropa de Choque foi acionada, e 400 policiais fazem o policiamento no local. Manifestantes carregam flores, nariz de palhaço, escudos e máscaras de gás.

Os policiais não permitiram que os manifestantes descessem a avenida Vinte e Três de Maio, e o protesto seguiu pela avenida Liberdade sentido praça da Sé. A PM tentou fazer com que o protesto parasse na praça, mas os manifestantes se recusaram e seguiram pela avenida Rangel Pestana, no centro, próximo ao terminal Bandeira. Em seguida, pararam em frente ao terminal Dom Pedro de ônibus. A Força Tática da Polícia Militar foi acionada.

Houve focos de tumulto na ligação Leste-Oeste, uma das vias mais importantes da capital paulista. Alguns manifestantes chegaram a colocar fogo em um pneu, mas, por enquanto, não houve registros de que a polícia tenha utilizado balas de borracha ou bombas de gás lacrimogêneo para conter o protesto. A PM ainda não tem dados sobre o número de detidos ou possíveis feridos.

De dentro dos ônibus, alguns passageiros gritavam apoiando a manifestação, apesar da lentidão nos corredores. "R$ 3,20 é um roubo pela qualidade do transporte", disse um passageiro de um coletivo parado no corredor da Consolação. Os motoristas, por sua vez, reclamavam do congestionamento.

A manifestação, que se concentrou na praça do Ciclista, no cruzamento da avenida Paulista com a rua da Consolação, às 17h, seguiu pela Consolação, sentido Centro, cerca de 40 minutos depois, e bloqueou o trânsito no local. Apenas uma das faixas foi liberada. Policiais fazem um cordão humano para evitar que manifestantes interditem completamente a via.

Os organizadores do protesto esperam reunir 5 mil pessoas na manifestação desta terça-feira. A PM ainda não tem uma estimativa do número de pessoas que participam do ato. Além do Movimento Passe Livre, o ato de hoje conta com a participação de membros do Coletivo Juntos, que fez parte dos protestos contra a mudança no preço da passagem de ônibus em Porto Alegre.

Segundo o Movimento Passe Livre, a intenção é "fazer barulho" para que as reivindicações cheguem a Paris, onde estão o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), e o prefeito da capital paulista, Fernando Haddad (PT).

Ambos estão na cidade francesa para defender a candidatura da capital paulista como sede da Expo 2020. Mesmo no exterior, tanto o governador quanto o prefeito garantiram que monitoram "em tempo real" a situação dos protestos na cidade.

Manifestantes levaram faixas com dizeres diretos a ambos, como "Vamos parar o País para sermos escutados em Paris".

Por conta da manifestação, todas as estações das linhas 3-Verde e 4-Amarela que passam pela avenida Paulista tiveram a segurança reforçada por policiais e seguranças do Metrô.

Às 19h, o trânsito em São Paulo chegou a 110 quilômetros de lentidão. Por conta do protesto, a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) recomendava aos motoristas que evitassem a região da avenida Paulista.

Colaborara, com esta notícia os internautas Mauricio Bertoni e Paulo Iannone, de São Paulo (SP), que participaram do vc repórter, canal de jornalismo participativo do Terra. Se você também quiser mandar fotos, textos ou vídeos, clique aqui .

Fonte: Terra

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