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SP: manifestantes protestam em frente ao Hospital Sírio-Libanês

13 ago 2013
20h46
atualizado às 21h04
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Manifestantes que pedem melhorias no Sistema Único de Saúde (SUS) protestaram nesta terça-feira em frente ao hospital Sírio-Libanês, em São Paulo. Segundo a Polícia Militar, o ato começou por volta das 17h30, no viaduto do Chá, em frente à prefeitura da capital paulista.

Manifestantes protestam contra projeto de lei apresentado na Assembleia Legislativa de São Paulo
Manifestantes protestam contra projeto de lei apresentado na Assembleia Legislativa de São Paulo
Foto: Alice Vergueiro / Futura Press

De acordo com a PM, o grupo, formado por cerca de 50 pessoas, saiu em marcha pelas ruas do centro de São Paulo e, às 20h, chegou ao hospital. Não há informações sobre detenções ou tumultos.

Este é o segundo protesto em frente ao hospital este mês. Na quinta-feira (8), manifestantes realizaram a chamada 1ª Via Sacra da Saúde no local. 

Após protestarem em frente ao Sírio-Libanês, o grupo seguiu em passeata. Segundo a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), às 20h40, os manifestantes ocupavam a avenida Paulista, no sentido Consolação. Por conta do protesto, o trânsito ficou interditado no local. A companhia pede para que os motoristas evitem a região. 

Em nota, o Hospital Sírio-Libanês afirmou que “tem sido um parceiro do SUS, com projetos desenvolvidos nas áreas de assistência, ensino e pesquisa”. "O Hospital Sírio-Libanês lamenta que, mais uma vez, as manifestações por melhorias na área da saúde estejam acontecendo dessa forma, em prejuízo do bem-estar de pacientes que merecem respeito."

“Além disso, os indicadores de desempenho demonstram avanços importantes no atendimento prestado pelas unidades públicas de saúde sob a gestão do Instituto de Responsabilidade Social Sírio-Libanês. Por meio de uma construção positiva com o poder público, temos beneficiado milhares de pacientes que dependem das redes municipal e estadual. Esse resultado é comprovado por pesquisas e relatórios periodicamente encaminhados às autoridades responsáveis pela fiscalização desses serviços”, afirmou o hospital em nota.

Outro protesto
Segundo a agência Futura Press, Integrantes do grupo Radar Cidadão realizaram um protesto contra a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 01/2013,  que restringe o poder de investigação dos promotores de Justiça, no largo da Batata. A proposta, de autoria do deputado estadual Campos Machado (PTB), foi apresentada na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp).

Os manifestantes marcharam do local até a Alesp, para se juntar ao grupo Ocupa São Paulo, onde entregarão uma carta ao deputado Carlos Giannazi (Psol), endereçada a todos os deputados para revogação imediata da PEC 01. 

Protestos contra tarifas mobilizam população e desafiam governos de todo o País
Mobilizados contra o aumento das tarifas de transporte público nas grandes cidades brasileiras, grupos de ativistas organizaram protestos para pedir a redução dos preços e maior qualidade dos serviços públicos prestados à população. Estes atos ganharam corpo e expressão nacional, dilatando-se gradualmente em uma onda de protestos e levando dezenas de milhares de pessoas às ruas com uma agenda de reivindicações ampla e com um significado ainda não plenamente compreendido.

A mobilização começou em Porto Alegre, quando, entre março e abril, milhares de manifestantes agruparam-se em frente à Prefeitura para protestar contra o recente aumento do preço das passagens de ônibus; a mobilização surtiu efeito, e o aumento foi temporariamente revogado. Poucos meses depois, o mesmo movimento se gestou em São Paulo, onde sucessivas mobilizações atraíram milhares às ruas; o maior episódio ocorreu no dia 13 de junho, quando um imenso ato público acabou em violentos confrontos com a polícia.

A grandeza do protesto e a violência dos confrontos expandiu a pauta para todo o País. Foi assim que, no dia 17 de junho, o Brasil viveu o que foi visto como uma das maiores jornadas populares dos últimos 20 anos. Motivados contra os aumentos do preço dos transportes, mas também já inflamados por diversas outras bandeiras, tais como a realização da Copa do Mundo de 2014, a nação viveu uma noite de mobilização e confrontos em São PauloRio de JaneiroCuritibaSalvadorFortalezaPorto Alegre e Brasília.

A onda de protestos mobiliza o debate do País e levanta um amálgama de questionamentos sobre objetivos, rumos, pautas e significados de um movimento popular singular na história brasileira desde a restauração do regime democrático em 1985. A revogação dos aumentos das passagens já é um dos resultados obtidos em São Paulo e outras cidades, mas o movimento não deve parar por aí. “Essas vozes precisam ser ouvidas”, disse a presidente Dilma Rousseff, ela própria e seu governo alvos de críticas.

Fonte: Terra

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