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SP: grupo sem-teto realiza protesto na porta do prédio de Haddad

10 dez 2013
02h36
atualizado às 15h50
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Um grupo de cerca de 200 manifestantes realizou um protesto na madrugada desta terça-feira em frente à casa do prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), na região do Paraíso, zona sul da capital paulista. Após a promessa de invasão do prédio onde mora o petista, os manifestantes chegaram a forçar a entrada pelo portão principal. A Polícia Militar, que acompanhava a situação, bloqueou o quarteirão na rua Afonso de Freitas, onde estava o grupo.

O grupo faz parte do Movimento Sem Teto de São Paulo (MSTS). O protesto acontece após a detenção de um morador sem-teto e o corte de luz no prédio do Cine Marrocos, no Largo do Paissandu, que fica na região central da cidade, depois de algumas tentativas da prefeitura de fazer com que os moradores sem-teto deixassem o local. 

Robson Nascimento Santos, presidente do MSTS, afirmou que até uma ocupação do prédio pode ser considerada. “É muito chato estar aqui com o pessoal exposto, o Haddad não ajuda, ele sempre manda alguém ir lá. Nós somos tratados como cachorro. Nós vamos ocupar o prédio e colocar uma bandeira do movimento”, disse.

Santos afirmou que a intenção é organizar todos os movimentos sem-teto. Além disso, o presidente do MSTS disse que estão planejando fazer uma ceia de Natal entre quarta e quinta-feira na frente da prefeitura, para chamar atenção para o problema.

Manifestantes fecham avenida
Por volta das 7h, os manifestantes deixaram a rua da casa de Haddad e seguiram em direção ao centro, pela avenida Treze de Maio. Por volta das 7h30, os manifestantes bloqueavam a avenida Brigadeiro Luís Antônio, uma das mais movimentadas da região.

Segundo a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), os manifestantes interditavam a pista sentido centro da avenida, na altura da rua Humaitá

Protesto contra prisão
O líder do movimento afirmou que um morador foi detido após um confronto com policiais durante uma das tentativas de reaver o prédio - o rapaz foi acusado de furto de energia e desacato. A mãe, Edilene Francisco da Conceição, também foi presa na ocasião, e foi libertada depois de pagamento de fiança, recolhido por meio de uma “vaquinha”, segundo Santos. Outro integrante do grupo foi preso e já libertado.

Conceição afirmou que foi presa porque reagiu ao ver um policial apontar uma arma para o filho. Ela ainda afirma que foi agredida e jogada ao chão. Os manifestantes querem a liberação do filho da moradora sem-teto.

O grupo invadiu o prédio no dia 2 de novembro. Inaugurado em 1952, o Cine Marrocos já foi sede do festival de cinema internacional. Desativada, a construção passa por reformas. O prédio será a nova sede da Secretaria Municipal de Educação.

Usuários do Twitter relataram o uso de fogos de artifício, alto-falantes, e "batuques" pelos manifestantes. Alguns moradores reclamaram ainda da "dificuldade" de morar perto do prefeito por conta do episódio, além de pedir a presença da Polícia Militar na região. A Polícia Militar acompanha a manifestação.

 

Fonte: Terra
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