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SP: grupo recebe R$ 50 para participar de protesto na Paulista

Manifestantes disseram terem sido chamados pela UGT, mas entidade nega pagamentos

11 jul 2013
17h33
atualizado às 17h40
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Grupo recebe R$ 50 por ter participado de manifestação na avenida Paulista, nesta quinta-feira
Foto: Marina Novaes / Terra

Um grupo de pelo menos 100 manifestantes recebeu dinheiro para participar da manifestação realizada nesta quinta-feira na avenida Paulista, em São Paulo, mobilizada pelas centrais sindicais e movimentos sociais. Segundo alguns manifestantes confirmaram ao Terra, o pagamento teria sido feito pela União Geral dos Trabalhadores (UGT), mas a diretoria da entidade nega a ação e a atribui "sindicatos independentes". 

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O Terra flagrou o grupo recebendo o pagamento, em uma rua ao lado do Masp, onde ocorreu o maior protesto da Greve Geral, em São Paulo. Segundo alguns manifestantes, que preferiram não revelar seus nomes, a UGT teria pago R$ 50 por pessoa, para que eles participassem da passeata que começou na rua 25 de Março, no centro.

"Eles pagaram R$ 50 e deram uma pulseirinha", disse uma jovem, que não quis gravar entrevista, mas que afirmou não ser sindicalizada - outros manifestantes que receberam o pagamento também não eram sindicalizados.

Abordadas, algumas pessoas afirmaram ter recebido apenas lanches e "ajuda de custos" para o transporte. 

Ao Terra, o presidente da UGT, Ricardo Patah, negou que a entidade sindical tenha pago qualquer valor aos manifestantes e disse que eventuais pagamentos teriam sido feitos por "sindicatos independentes, para ajudar nas despesas".

"A UGT não pagou ninguém, nem autorizou ninguém a pagar pela participação dos trabalhadores. Quem veio, veio pela causa. Mas o que pode ter acontecido é de algum sindicato ter pago esse valor para ajudar nos custos, afinal muitos estavam no protesto desde  a madrugada e moram longe. Mas a UGT não tem como controlar isso, temos vários sindicatos associados", afirmou. 

Segundo Patah, cerca de 20 mil pessoas, de varias centrais, participaram dos protestos hoje - a Polícia Militar confirmou 7 mil manifestantes, no total. A greve geral começou pela manhã com vários protestos em São Paulo, mas os transportes públicos não foram afetados. 

Greve geral
Milhões de trabalhadores prometem cruzar os braços e paralisar serviços fundamentais como bancos, indústria, obras, transporte público e construção civil em várias cidades. Entre as entidades que aderiram a paralisação nacional estão a Central Única dos Trabalhadores (CUT), Força Sindical, União Geral dos Trabalhadores (UGT) e Coordenação Nacional de Lutas (Conlutas), além do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e da União Nacional dos Estudantes (UNE). 

Chamado pelos sindicatos de greve geral, o movimento - que pegou carona na onda de protestos que atingiu diversas cidades brasileiras em junho - é o quarto desse tipo em 190 anos, desde a Independência (7 de setembro de 1822). Em 2013, a novidade é a unificação dos sindicatos e movimentos sociais em uma pauta que cobra o avanço do Brasil. 

Veja a lista divulgada pela Força Sindical das cidades que devem participar do dia de paralisações:

ESTADO CIDADES
Amazonas Manaus
Alagoas Maceió
Bahia Salvador, Itabuna, Alagoinhas, Brumado, Caetité, Jequié, Camaçari, Nazaré, São Roque e Itabuna
Ceará Fortaleza
Distrito Federal Brasília
Espírito Santo Vitória
Goiás Catalão e Anápolis
Mato Grosso Cuiabá
Mato Grosso do Sul Campo Grande
Minas Gerais Belo Horizonte e Ipatinga
Pará Belém
Paraná Curitiba
Pernambuco Recife
Rio de Janeiro Rio de Janeiro, Volta Redonda e Resende
Rio Grande do Norte Natal
Rio Grande do Sul Porto Alegre e Região Metropolitana
Santa Catarina Florianópolis, Criciúma, Itajaí e Chapecó
São Paulo São Paulo, Osasco, Santo André, Guarulhos, São Caetano, Santos, Barretos, Marília, Campinas, Piracicaba, Ribeirão Preto, Franca, Santos, Sorocaba, São José dos Campos, Lorena, Araçatuba, entre outras.
Sergipe Aracaju

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Fonte: Terra
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