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SP: governo não cogita redução na tarifa da passagem, diz Alckmin

13 jun 2013
16h42
atualizado às 16h50
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O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), afirmou nesta quinta-feira que não cogita abaixar o preço da tarifa dos transportes públicos em São Paulo, que passou de R$ 3 para R$ 3,20, mesmo após os protestos organizados na capital paulista desde a última quinta-feira.  De acordo com o tucano, as manifestações são organizadas por um "movimento político pequeno, mas muito violento”. As declarações foram dadas durante um dos eventos dos quais o governador paulista participa em Santos, no litoral do Estado, nesta quinta-feira, depois que retornou de viagem da França.

<p>Segundo o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), aumento na tarifa da passagem foi menor que a inflação e não será revisto</p><p> </p>
Segundo o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), aumento na tarifa da passagem foi menor que a inflação e não será revisto
Foto: Marcelo Pereira / Terra

"O reajuste foi menor que a inflação. Tanto o ônibus da Prefeitura de São Paulo, quanto o metrô, quanto o trem", disse o tucano. "O objetivo é que os ganhos de eficiência e produtividade fossem transferidos ao usuário do sistema", completou Alckmin.

Um novo protesto está marcado para esta quinta-feira, no Anhangabaú. A concentração será às 17h, em frente ao Theatro Municipal. A manifestação será novamente organizada pelo Movimento Passe Livre (MPL), que reivindica isenção de tarifa para os estudantes secundaristas e universitários, e melhores condições para o transporte público em São Paulo.

Ainda na França, o governador afirmou na quarta-feira que não toleraria protestos violentos e disse que os manifestantes que destruírem patrimônio público devem pagar pelos atos. "É intolerável a ação de baderneiros e vândalos destruindo o patrimônio público. Eles devem pagar por isso", disse Alckmin, em Paris, à Rádio França Internacional.

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Confrontos
O protesto de terça-feira foi marcado por confrontos entre os manifestantes e policiais militares. Um grupo usou lixeiras e pedras para destruir vidraças de agências bancárias. Na rua Silveira Martins, o diretório do PT também foi apedrejado.

A Tropa de Choque da PM usou bombas de efeito moral para dispersar os manifestantes, após o confronto no terminal de ônibus do parque Dom Pedro. Com isso, grande parte dos participantes do ato subiu para a avenida Paulista.

A manifestação teve início, no fim da tarde, com uma concentração no fim da Paulista. Depois saiu em passeata pela rua da Consolação. Em seguida, os participantes bloquearam completamente a Radial Leste, pegaram a avenida Liberdade, passando pela praça da Sé. Na avenida Rangel Pestana, um pequeno grupo apedrejou e queimou um ônibus elétrico que estava estacionado. No parque Dom Pedro, eles foram impedidos pela polícia de entrar no terminal de ônibus.

Aumento da tarifa
As passagens de ônibus, metrô e trem da cidade de São Paulo passaram a custar R$ 3,20 no dia 2 de junho. A tarifa anterior, de R$ 3, vigorava desde janeiro de 2011. Desde o dia 6, a cidade vem enfrentando protestos.

Segundo a administração paulista, caso fosse feito o reajuste com base na inflação acumulada no período, aferido pelo IPC/Fipe, o valor chegaria a R$ 3,40. "O reajuste abaixo da inflação é um esforço da prefeitura para não onerar em excesso os passageiros", disse em nota.

O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), havia declarado que o reajuste poderia ser menor caso o Congresso aprovasse a desoneração do Programa de Integração Social (PIS) e da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) para o transporte público. O decreto foi publicado, mas não houve manifestação da administração municipal sobre redução das tarifas.

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Terra

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