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SP: em meio a protestos, Alckmin e Haddad rejeitam rever reajuste

13 jun 2013
21h17
atualizado às 22h42
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O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB) e o prefeito da capital paulista, Fernando Haddad (PT), afirmaram nesta quinta-feira que não irão ceder à pressão feita pelos manifestantes que lutam contra o aumento do transporte público, e que a tarifa - que passou de R$ 3 para R$ 3,20 - não será revista.

Em seu pefil no Twitter, Alckmin afirmou, durante as manifestações que provocaram a prisão de pelo menos 70 pessoas na capital paulista, que o governo "não vai tolerar vandalismo".

Repetindo o tom usado quando esteve em Paris, para divulgar a cidade na Expo 2020, Alckmin afirmou que "o direito à livre manifestação é um princípio basilar da democracia. Assim como o direito de ir e vir e a preservação do patrimônio público. Depredação, violência e obstrução de vias públicas não são aceitáveis. O governo de São Paulo não vai tolerar vandalismo".

Também no Twitter, Alckmin disse ao blogueiro do Terra Marcelo Tas que a corregedoria da Polícia Militar vai apurar os excessos nas manifestações ocorridas hoje. “Qualquer ação que for considerada excessiva será punida.”, disse.

Nesta quinta-feira, Alckmin afirmou que não cogita abaixar o preço da tarifa dos transportes públicos em São Paulo, mesmo após os protestos organizados na capital paulista desde a última quinta-feira.  De acordo com o tucano, as manifestações são organizadas por um "movimento político pequeno, mas muito violento”. As declarações foram dadas durante um dos eventos dos quais o governador paulista participa em Santos, no litoral do Estado, nesta quinta-feira, depois que retornou de viagem da França.

"O reajuste foi menor que a inflação. Tanto o ônibus da Prefeitura de São Paulo, quanto o metrô, quanto o trem", disse o tucano. "O objetivo é que os ganhos de eficiência e produtividade fossem transferidos ao usuário do sistema", completou Alckmin.

Haddad também rejeita revisão de reajuste
Assim como fez o governador de São Paulo, Haddad afirmou, no início da noite desta quinta-feira, que não irá ceder aos protestos contra o aumento na passagem do transporte público na capital paulista, e que o valor “será mantido porque está muito abaixo da inflação acumulada".

Em coletiva de imprensa concedida na prefeitura de São Paulo enquanto o protesto ainda ocorria, Haddad afirmou que reajustar a tarifa custará cerca de R$ 600 milhões à prefeitura e que, por isso, não desistirá do reajuste. “Vou repetir para deixar bastante claro: não pretendo ( abaixar a tarifa ), porque o esforço que foi feito ao longo do ano para que o reajuste da tarifa fosse muito abaixo da inflação foi enorme. E ele (aumento) vai significar investir mais de R$ 600 milhões em subsídios”, disse o prefeito.

O prefeito afirmou que, no início das manifestações, “deixou as portas abertas para o diálogo e foi recusado por parte dos manifestantes. Antes de qualquer violência ter acontecido na cidade. E depois, todos conhecem a história”.

Haddad criticou a violência do grupo, e afirmou que não vê problemas em manifestações, desde que pacíficas. "O que a cidade repudia é a violência. São Paulo está acostumado com manifestações. O que a cidade não aceita é a forma violenta de se manifestar e se expressar. Com isso ( violência) , a cidade não compactua."

O prefeito de São Paulo disse ainda que a prefeitura mantém diálogo permanente com a Secretaria de Segurança Pública (SSP) do Estado e com o governador. “A Guarda Civil Metropolitana, a Polícia Militar e Polícia Civil estão desde o primeiro momento em contato permanente. Inclusive eu mesmo e o governador”, disse.

Ministro oferece ajuda
O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, disse nesta quinta-feira que pediu à Polícia Federal que acompanhe os protestos. Ele ofereceu ajuda ao governo do Estado, e condenou os que usam a violência para expressar sua opinião.

"Eu pedi para a Polícia Federal acompanhar. Eventuais crimes e atos ilícitos que ocorram, em princípio, são da órbita da polícia estadual para apurar, para investigar. O governo federal está à disposição do governo de São Paulo e de qualquer outro estado em que isso aconteça para apoiar naquilo que for solicitado", disse o ministro.

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Fonte: Terra

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