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SP: 40 são presos antes do início de protesto contra aumento da passagem

Grupo saiu em passeata com destino a praça Roosevelt. Protesto interrompeu o trânsito na rua da Consolação

13 jun 2013
17h48
atualizado às 22h44
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Antes mesmo do início da manifestação marcada para esta quinta-feira contra o aumento da passagem do transporte público em São Paulo, cerca de 40 pessoas foram detidas pela Polícia Militar, na concentração do protesto, em frente ao Teatro Municipal, no centro de São Paulo. Grupo saiu em passeata por volta das 18h20, e devem finalizar o protesto na praça Roosevelt.

<p>Manifestantes são detidos e enfileirados na rua da Consolação esquina com a rua Maria Antonia</p>
Manifestantes são detidos e enfileirados na rua da Consolação esquina com a rua Maria Antonia
Foto: Bruno Santos / Terra

O fotógrafo do portal Terra Fernando Borges foi uma das pessoas detidas para averiguação da PM. Ele portava crachá de imprensa, equipamento fotográfico de trabalho e se apresentou como jornalista, mas foi levado pelos policiais. Ele passou 40 minutos detido junto com manifestantes, de frente para a parede, com as mãos nas costas e a cabeça baixa, mas já foi liberado.

Os policiais revistaram os pertences e documentos dos detidos, e só liberaram o fotógrafo alegando que ele "não portava vinagre", que é usado como "antídoto caseiro” contra os efeitos da bomba de gás lacrimogêneo. Alguns profissionais de imprensa utilizam o produto para conseguir trabalhar registrando as imagens do protesto

O repórter Piero Locatelli, da revista CartaCapital também foi detido. Segundo a publicação, ele foi preso enquanto fazia a cobertura das manifestações.

O repórter do jornal Metro, Henrique Beirange, foi atingido por um jato de spray de pimenta, enquanto cobria a manifestação. "Jogaram spray de pimenta de forma aleatoria contra os jornalistas. Isso é um absurdo. A gente está aqui trabalhando", protestou.

Os policiais pararam e revistaram pessoas que estavam de mochila passando pela região do Teatro Municipal e a Praça do Patriarca à procura de materiais que pudessem ser utilizados em atos de vandalismo.

Ônibus da Tropa de Choque da Polícia Militar estão estacionados próximos ao local e a tropa pode ser utilizada, e 15 viaturas da PM estão estacionadas na Praça do Patriarca, onde se concentra parte dos manifestantes.

Plínio de Arruda Sampaio, ex-presidenciável pelo Psol, acompanha a movimentação. Ele criticou atos de vandalismo registrados em protestos anterioes. "Há um grupelho que tem prejudicado a legitimidade do movimento, fazendo arruação pela cidade. O Movimento Passe Livre é legítimo. A ação desse grupelho acaba fazendo com que a população fique com uma certa antipatia do movimento, que está pleiteando melhora no transporte público da cidade." Ele pretende acompanhar a marcha.

Por volta da 18h20, a PM calculava que havia ao menos 3 mil manifestantes no protesto. Eles começaram a passeata em direção a praça da República neste horário, e passaram pela avenida Ipiranga em direção à rua da Consolação. Nesta rua, eles seguiram em direção à avenida Paulista. Policiais acompanhavam o grupo durante o trajeto.

Segundo o major Lidio Costa Junior, do Policiamento de Trânsito da PM, foi combinado que a manifestação irá parar na praça Franklin Roosevelt.

Por conta da manifestação, o trânsito ficou interrompido na rua da Consolação, sentido centro. A polícia isolou o sentido oposto, na altura da rua Maria Antonia. Comerciantes fecharam seus estabelecimentos, temendo atos de vandalismo.

Apesar do protesto, o trânsito em São Paulo era estável até as 18h50. A Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) indicava para que os motoristas evitassem trafegar pela região da avenida Paulista. A São Paulo Transportes (SPTrans) anunciou o desvio de 36 linhas de ônibus, que normalmente trafegam pela região.

Outro protesto já foi agendado, para a próxima terça-feira, em frente à estação de Metrô da Faria Lima, também às 17h.

Manifestantes criticam ação da polícia
Além de faixas contra o aumento da passagem, alguns dos presentes no protesto critcavam a ação da polícia, que consideram uma "repressão".

Pai de um jovem detido pela Polícia Militar, João Batista, dirigente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), criticou a falta de informações do policiamento. "Aqui virou uma praça de guerra para prender jovens. Essa é a primeira manifestação que ele ( seu filho ) participa. Ele nunca foi preso", disse, bastante nervoso.

Segundo um dos organizadores da manifestação, Lucas Monteiro, a PM "montou uma operação de guerra". "Querem criminalizar a manifestação", protestou.

Alckmin nega redução na tarifa
Nesta quinta-feira, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), afirmou que não cogita abaixar o preço da tarifa dos transportes públicos em São Paulo mesmo após os protestos organizados na capital paulista desde a última quinta-feira.  De acordo com o tucano, as manifestações são organizadas por um "movimento político pequeno, mas muito violento”. As declarações foram dadas durante um dos eventos dos quais o governador paulista participa em Santos, no litoral do Estado, nesta quinta-feira, depois que retornou de viagem da França.

"O reajuste foi menor que a inflação. Tanto o ônibus da Prefeitura de São Paulo, quanto o metrô, quanto o trem", disse o tucano. "O objetivo é que os ganhos de eficiência e produtividade fossem transferidos ao usuário do sistema", completou Alckmin.

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Fonte: Terra

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