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Serra classifica 2010 como "ano anômalo" devido a chuva em SP

21 jan 2010
19h48
atualizado às 21h25

O governador do Estado de São Paulo, José Serra (PSDB), afirmou na tarde desta quinta-feira que, para especialistas, 2010 é um "ano anômalo" no que diz respeito às chuvas. "A média histórica de chuvas na bacia do Alto Tietê em janeiro é de 240 mm. Até hoje choveu 340 mm", disse Serra em sua página na rede de microblogs Twitter.

Nuvens carregadas escurecem o céu sobre a zona leste de São Paulo
Nuvens carregadas escurecem o céu sobre a zona leste de São Paulo
Foto: Luiz Guarnieri / Futura Press

O governador sobrevoou à tarde as marginais dos rios Pinheiros e Tietê, bem como todos os pontos de alagamento na Grande São Paulo. Ele afimrou que pedirá ao governo federal que determine a construção de um sistema de drenagem de águas na Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (Ceagesp), na zona oeste da capital, maior entreposto de alimentos do País, administrado pelo Ministério da Agricultura, e que voltou a ficar inundado na madrugada.

Todos os secretários e dirigentes de autarquias e empresas, bem como a Defesa Civil Estadual, reuniram-se logo após o sobrevoo com o governador e o secretário-chefe da Casa Civil, Aloysio Nunes, para avaliar a situação e reforçar o apoio do Estado às prefeituras afetadas por cheias e deslizamentos.

O governo anunciou em nota que ajudará financeiramente os municípios nas obras de contenção de deslizamentos de encostas. A Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU) reforçará sua prioridade para as famílias que vivem em áreas de risco. O governo já ofereceu também o auxílio-moradia a famílias que tenham de deixar as áreas de risco elevado.

Temporal
Um forte temporal atingiu a cidade de São Paulo na madrugada desta quinta-feira. A chuva assustou os moradores, causou oito mortes, bloqueou as duas marginais e transbordou o Rio Tietê, além de mais cinco córregos. Por causa de pontos de alagamentos, as marginais Tietê e Pinheiros chegaram a ficar totalmente paradas no início da manhã, mas foram liberadas no início da tarde.

Às 10h50, quando o rio voltou para o leito, a Marginal Tietê saiu do estado de alerta, segundo o Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE), e as demais regiões da cidade permaneciam em observação. Os bairros do Butantã, Campo Limpo, Ipiranga e Aricanduva também chegaram a ficar em alerta durante a madrugada.

Desabamentos provocados por deslizamentos de terra mataram oito pessoas, três na vila Anglo-Brasileira, uma na Lapa e quatro no ABC paulista. As chuvas que atingem São Paulo desde o final do ano passado já fizeram 58 vítimas.

O município de Ribeirão Pires, onde duas pessoas morreram e uma está desaparecida, decretou hoje estado de calamidade pública por causa da chuva.

Redação Terra

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