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SC: no 5º dia de atentados, moradores sofrem para voltar para casa

5 fev 2013
02h16
atualizado às 02h27
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Os atentados ocorridos em Santa Catarina nos últimos cinco dias transformaram a “volta para casa” em um martírio para milhares de trabalhadores da região metropolitana de Florianópolis.

Moradores de Florianópolis sentem ausência de transporte público após ataques
Moradores de Florianópolis sentem ausência de transporte público após ataques
Foto: Fabricio Escandiuzzi / Terra

O serviço de transporte coletivo paralisou totalmente suaes atividades por volta das 23 horas, deixando muitos usuários sem ter como retornar para suas residências. Após esse horários, apenas três ônibus deixaram o Terminal Integrado do Centro (TICEN), e mesmo assim, escoltados por viaturas da Polícia Militar.

Nos bairros, a situação era ainda mais complicada. Os terminais foram fechados pouco depois das 21 horas, fazendo com que muitos passageiros recorressem a pedidos de carona para tentar chegar à região central.

“Trabalho na Lagoa, mas moro no continente”, disse a garçonete Gabriela Schmittel Alves, 28 anos. "Preciso chegar ao centro antes que o terminal encerre as atividades, senão terei que pegar um táxi, Um absurdo isso”, completou.

Policiais militares permaneceram de prontidão para conter possíveis protestos, como os ocorridos na última sexta-feira. Mesmo assim, usuários se revoltaram com a medida.

“O governo está perdendo e quem sofre somos nós”, disse o vigilante Camilo Quinteiro, 34 anos. “Meu chefe teve que mandar um táxi me buscar no centro para poder chegar ao trabalho. E quem não tem essa condição?”, questionou.

De acordo com as informações da Polícia Militar, já foram registrados 52 ataques em cinco dias da nova onda de violência. Nesta segunda, o governador Raimundo Colombo (PSD) admitiu que irá pedir auxílio ao Governo Federal para tentar conter os atentados.

Fonte: Terra

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