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25 de fevereiro de 2013 • 22h29 • atualizado às 23h00

RS: conduto será revisado após chuva abrir crateras em via da capital

Fortunati presta coletiva para esclarecimentos das ações da prefeitura em relação ao conduto Álvaro Chaves 
Foto: Luciano Lanes / PMPA / Divulgação
 

O prefeito de Porto Alegre, José Fortunati, anunciou nesta segunda-feira que toda a obra do conduto forçado Álvaro Chaves-Goethe será revisada. A decisão foi tomada junto com os engenheiros do Departamento de Esgotos Pluviais (DEP) como uma medida preventiva para detectar se existem pontos com problemas estruturais e evitar novos danos nas áreas por onde passam os dutos subterrâneos. “Não só aquela área onde a chuva forte abriu os buracos, mas toda a extensão da obra do conduto será analisada”, afirmou Fortunati em entrevista coletiva.

Engenheiros do DEP estão elaborando um parecer técnico sobre as causas dos estragos no conduto Álvaro Chaves provocados pela forte chuva que caiu em Porto Alegre no último dia 20, abrindo dois buracos no asfalto na rua Coronel Bordini, próximo à rua Marquês do Pombal. Estudos preliminares apontam para um possível descompasso entre o projeto e a execução da obra. “Se os técnicos constatarem esse problema, nós tomaremos todas as medidas cabíveis para que a obra seja refeita, para que o município seja ressarcido e para que todos os moradores e empresários da região que tiveram prejuízos sejam indenizados”, disse o prefeito.

Laudo do Crea
Além do parecer técnico do DEP, em 15 dias também será divulgado um laudo do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (Crea-RS), que solicitou o novo prazo para concluir o relatório. O presidente do Crea-RS, Luiz Alcides Capoani, convocou um comitê técnico para fazer uma análise no local. A prefeitura de Porto Alegre também espera que o consórcio de empresas que executou a obra elabore um parecer para ser cotejado com o do DEP e do Crea.

Projeto e obras
O prefeito também esclareceu alguns pontos sobre o projeto e as obras do conduto Álvaro Chaves. A licitação dos três lotes foi aberta em 28 de setembro de 2004, para concorrência pública internacional. O Consórcio PRM (Pavicom, MAC e Ribas) venceu a licitação para executar os trabalhos dos três lotes. O contrato foi assinado em 29 de dezembro de 2004. A ordem de serviço foi dada em 24 de janeiro de 2005.

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Durante as obras, moradores da região questionaram a passagem dos dutos pela rua Marquês do Pombal e um possível prejuízo às árvores que formam o túnel verde na via. O assunto foi então discutido com a comunidade, em assembleias que reuniram moradores e o Ministério Público. O projeto foi alterado e durante um ano as mudanças foram analisadas por técnicos, inclusive com simulações. O Banco Interamericano, que financiou a maior parte da obra, aprovou a alteração do trajeto dos dutos subterrâneos e acompanhou as obras que alteraram o projeto original.

Trânsito liberado
Após a chuva de quarta-feira, depois de uma avaliação técnica realizada pelo DEP, a Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) liberou duas faixas da rua Coronel Bordini para o trânsito de veículos leves, no trecho entre a Marquês do Herval e a Marquês do Pombal, local onde acontece obra de recuperação do conduto Álvaro Chaves. O desvio para caminhões continua sendo feito pela Marquês do Herval.

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