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RS: com prisões e depredações, PM considera manifestação pacífica

Suspeitos podem ser indiciados por danos ao patrimônio, formação de quadrilha e desobediência, com penas somadas que podem chegar a 6 anos de prisão

14 jun 2013
16h25
atualizado às 16h39
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Após a detenção de 23 pessoas suspeitas de vandalismo durante a manifestação contra o aumento da passagem de ônibus, em Porto Alegre, na noite de quinta-feira,  a Brigada Militar contabilizou 23 locais pichados, seis agências bancárias depredadas, cinco veículos danificados, incêndios em um parquímetro e em uma lixeira. Os prejuízos contabilizados por uma das agências bancárias seria de ao menos R$ 70 mil, segundo foi registrado. No entanto, a polícia afirmou, na tarde desta sexta-feira, que a manifestação foi pacífica e a grande maioria não concordava com os atos de vandalismo.

Autoridades falam sobre ação durante manifestação em Porto Alegre
Autoridades falam sobre ação durante manifestação em Porto Alegre
Foto: Daniel Favero / Terra

De acordo com a Brigada Militar (Polícia Militar local) o confronto ocorreu no final da manifestação, quando os manifestantes incendiaram uma das 40 lixeiras que haviam sido tombadas durante a caminhada, além de terem atirado objetos contra os policiais. Entre os detidos, um já tinha participado de atos de vandalismo em manifestações anteriores, e outros três já tinham passagens pela polícia.

“Uma pessoa nós temos certeza de que tinha participado de todas as manifestações em que houve depredações, e fazia parte do grupo que articulava para onde o grupo se dirigia”, disse o major André Cordova, do 9º BPM, acompanhou a operação na noite de ontem.

Segundo a polícia, caso seja confirmada a participação dos detidos nos atos de vandalismo, eles podem ser indiciados por danos ao patrimônio, formação de quadrilha e desobediência, com penas somadas que podem chegar a 6 anos de prisão.

Manifestação pacífica

No entanto, o comandante do policiamento metropolitano coronel João Diniz Prates Godoi, afirmou que 99% dos manifestantes atuaram de forma pacífica e vaiavam os autores das depredações. Segundo ele, a policia atuou para garantir a segurança daqueles que exerciam seu direto constitucional de protestar.

“A Brigada Militar sempre atuará de forma legal para garantir o livre direito de manifestação às pessoas e cidadãos”, afirmou.

A polícia trabalha agora para individualizar a conduta dos suspeitos, para que possa indiciá-los ou não à Justiça.

Números da manifestação de Porto Alegre

21 Lojas pichadas
1 Prédio de empresa de telefonia pichado
3 Bancas de revista pichadas
6 Vidraças e equipamentos de bancos depredados
2 Veículos particulares danificados
2 Veículos de empresas de comunicação danificados
1 Veículo da EPTC danificado
1 Parquímetro incendiado
1 Lixeira incendiada
40 Lixeiras tombadas
23 Detidos (18 homens e 5 mulheres)

Fonte: Terra

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