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RJ: policiais federais pedem equiparação de papiloscopistas a peritos

Manifestação também protestou contra a precariedade de serviços sociais e da saúde e o assédio moral dentro da corporação

5 ago 2013
14h54
atualizado às 14h54
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Policiais federais protestaram nesta segunda-feira contra a precariedade de serviços sociais e da saúde, o assédio moral dentro da corporação e o veto presidencial ao Projeto de Lei (PL) 244, que reconhece o papiloscopista como perito. A manifestação começou na praça Mauá, em frente à sede da Polícia Federal (PF), e seguiu até a Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), onde os policiais acompanharam audiência pública para discussão de melhorias na estrutura da PF. A passeata e a audiência fazem parte da paralisação de 24 horas iniciada pelos policiais federais na madrugada de hoje.

Policiais federais levam 'elefante branco' inflável a protesto nas ruas do centro do Rio de Janeiro
Policiais federais levam 'elefante branco' inflável a protesto nas ruas do centro do Rio de Janeiro
Foto: Reynaldo Vasconcelos / Futura Press

Cerca de 200 agentes carregavam faixas e vestiam blusas pretas com suas reivindicações escritas com tinta amarela. Um elefante branco inflável, representando a campanha contra a burocracia no sistema de investigação policial, era conduzido por um carro. En frente à Alerj, os manifestantes soltaram aproximadamente 200 balões em preto e amarelo, cores da PF. Duas viaturas da Polícia Militar e uma da Guarda Municipal acompanharam a passeata.

Para a presidente do Sindicato dos Servidores do Departamento de Polícia Federal no Estado do Rio de Janeiro, Valéria Manhães, o modelo brasileiro de investigação, que é de 1940, precisa ser renovado, porque não atende à modernidade. "O crime se modernizou, mas a investigação continua a mesma. Pouco é alcançado. Somente 10% dos inquéritos policiais são elucidados."

De acordo com Valéria, até o momento, 60% dos policiais federais aderiram à paralisação. Ela disse que a população pode ficar tranquila. pois os serviços essenciais estão mantidos. "Os serviços mínimos estão mantidos. Este é o início de paralisações (da categoria) no Brasil inteiro", disse. 

Valéria explicou que a paralisação faz parte de um calendário nacional, que está sendo seguido. "Primeiro, houve manifestações aqui (no Rio) e haverá paralisações em vários Estados. Precisamos também mostrar para a sociedade civil a forma de investigação criminal usada no Brasil, que não atende mais aos anseios, à modernidade", afirmou.

O vice-presidente da Federação Nacional dos Policiais Federais, Luiz Antonio de Araújo Boudens, disse que a manifestação busca um modelo mais eficiente de investigação. "O elefante branco simboliza essa burocracia. Todas as investigações hoje começam no papel, no meio delas têm papel e, no final delas, têm papel. Então, é totalmente cartorializada. O objetivo desta manifestação é discutir um modelo mais eficiente para que as investigações caminhem diretamente para o Ministério Público e este faça a denúncia", analisou.

Agentes, escrivães e papiloscopistas entraram em greve em agosto do ano passado. Em setembro, em ato nacional, os policiais federais pediram a reestruturação da carreira de nível superior. Em outubro, após 70 dias de greve, os policiais, mesmo sem acordo com o Ministério da Justiça, suspenderam a greve.

Até o fechamento desta matéria, o Ministério da Justiça não tinha se posicionado sobre a paralisação dos policiais federais.

Agência Brasil Agência Brasil
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