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01 de outubro de 2012 • 19h32

RJ: polícia investiga queda de aluno do 5º andar de colégio

 

A Polícia Civil abriu inquérito para investigar a queda de um aluno de 12 anos do 5º andar do Colégio São Bento, localizado no centro do Rio de Janeiro e um dos mais tradicionais do País. O episódio ocorreu na tarde da última sexta-feira, no horário da saída, e só foi comunicado à polícia na tarde do dia seguinte. O delegado Aldrin Genuíno da Rocha informou que vai requisitar as imagens das câmeras de segurança e ouvir os funcionários da escola.

"As informações (prestadas por um representante da escola) são precárias. Não esclarece se ele caiu da janela de uma sala de aula ou de uma área comum. Vou requisitar uma perícia descritiva", afirmou Rocha, que é delegado adjunto da 1ª Delegacia de Polícia. "É cedo para afirmar o que houve. Vamos ouvir também o serviço de psicologia para entender como era a personalidade da criança, como se comportava", disse.

O estudante caiu do 5º andar por volta das 16h30. Ele foi socorrido pelo Corpo de Bombeiros e levado para o Hospital Municipal Souza Aguiar. De acordo com as primeiras informações, o menino teve traumatismo craniano, fratura da bacia e ruptura do baço - o órgão foi extraído em cirurgia. Ele está internado em estado grave no Centro de Tratamento Intensivo. Na tarde desta segunda-feira, a Secretaria Municipal de Saúde informou que os médicos não detalhariam o boletim médico "em respeito" à criança.

Em nota, o São Bento lamentou o episódio, ao qual a instituição se referiu como "queda de alta gravidade". "O momento é de reserva, dentro dos limites possíveis, e nos colocamos na posição de silêncio respeitoso, atendendo ao pedido da família", informava o texto.

História do colégio
Fundado em 1858 pelos monges do Mosteiro de São Bento e situado no centro do Rio, o Colégio de São Bento foi considerada a melhor escola do País em quatro edições do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem): 2005, 2007, 2008 e 2010. A instituição nunca aceitou mulheres como alunas. Em seu site, afirma que o colégio "foi concebido para funcionar atendendo a público do mesmo sexo da ordem religiosa (Beneditina)". Entre ex-alunos, figuram personalidades como o maestro Heitor Villa-Lobos (1887-1959), o jurista Clóvis Beviláqua (1859-1944) e o jornalista Paulo Francis (1930-1997).

Agência Estado