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RJ: deputada cobra Cedae por rompimento de adutora e morte

O acidente causou a morte da menina Isabela Severo da Silva, 3 anos, e deixou mais de 200 desabrigados

15 ago 2013
17h20
atualizado às 17h23
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A presidente da Comissão de Saneamento Ambiental da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), deputada Aspásia Camargo (PV), questionou nesta quinta-feira a Companhia Estadual de Água e Esgoto (Cedae) sobre a responsabilidade pelo rompimento de uma adutora no dia 30 de julho, em Campo Grande, zona oeste da cidade. O acidente causou a morte da menina Isabela Severo da Silva, 3 anos, e deixou mais de 200 desabrigados.

<p>O corpo de Isabela Severo dos Santos, 3 anos, foi&nbsp;sepultado no cemit&eacute;rio Campo Grande</p>
O corpo de Isabela Severo dos Santos, 3 anos, foi sepultado no cemitério Campo Grande
Foto: Antônio Luis / Futura Press

"Sabemos que algo errado está acontecendo. A Cedae isenta-se de responsabilidade, mas são eles que fazem toda manutenção do local, (são) eles que cuidam das adutoras", afirmou Aspásia, durante audiência pública na Alerj, com o objetivo de identificar as causas do acidente.

O diretor da Cedae, Jorge Bittar, disse que a companhia aguarda o laudo técnico da perícia para fazer uma avaliação do caso, mas descartou que o rompimento da adutora tenha sido causado pela falta de manutenção.

"Fazemos operações periodicamente e, para nós, é pouco provável que essa estrutura tenha se rompido por causa da ação do tempo. Temos profissionais qualificados, que são treinados especialmente para identificar esse tipo de problema", afirmou.

Bittar também falou sobre também sobre as providências adotadas pela Cedae para atender às famílias que ficaram desabrigadas. Segundo ele, mais de 50% das famílias afetadas já foram à loja de utilidades para escolher novos eletrodomésticos. "Já compramos e, na próxima semana, elas começam a receber os novos utensílios", disse Bittar.

Ele informou que os desabrigados estão em um hotel e que estão em curso negociações para aluguel de casas. Além disso, Bittar anunciou a reconstrução dos imóveis condenados pela Defesa Civil. "Vamos buscar um lugar mais adequado, de acordo com cada família", ressaltou. Convidado a participar da audiência, o presidente da Cedae, Wagner Victer, não compareceu. Bittar explicou que a agenda de Victer previa uma visita ao local do acidente e, por isso, ele não pôde comparecer.

Segundo o presidente da Associação de Moradores do Sub-Bairro do Mendanha, Carlinhos Vila Nova, as famílias que vivem perto do local do acidente convivem há anos com o esgoto a céu aberto e com o descaso e a omissão do Estado. "Não temos a quem recorrer, quando o assunto é saneamento e uma rede de esgoto decente. Pagamos taxa de esgoto, e simplesmente não temos o serviço", reclamou.

Vila Nova ressaltou que, quando ocorre vazamento por causa do rompimento de canos, os moradores é que têm de resolver. "E isso acontece a todo momento na região", afirmou. O eletricista Wellington Pereira, cuja casa foi completamente destruída com o rompimento da adutora, disse que, todos os meses, os moradores da área próxima ao local do acidente fazem uma coleta de dinheiro para pagar obras de manutenção na rede de esgotos.

"Estamos abandonados e indignados, fazendo um papel que é das autoridades. Trabalhamos de forma digna e recebemos um serviço muito deficiente da parte de nossos governantes. Exigimos resposta e queremos mudança", disse Pereira.

Agência Brasil Agência Brasil

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