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Rio: sindicato lamenta fechamento de laboratório por obras da Copa

24 fev 2013
16h48
atualizado às 23h03
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O Sindicato de Fiscais Federais Agropecuários (Anffa Sindical) programou para a semana que vem uma manifestação no Rio contrária ao fechamento do Laboratório Nacional Agropecuário do Rio (Lanagro Rio), informou o presidente da entidade, Wilson Roberto de Sá.

O encerramento das atividades do complexo laboratorial do Ministério da Agricultura (Mapa) no Rio de Janeiro, ocorrido no final de janeiro deste ano, ainda provoca apreensão e revolta entre os profissionais do setor.

O complexo funcionava ao lado do estádio do Maracanã, vizinho ao Museu do Índio, e teve pesquisadores e equipamentos transferidos para um prédio da superintendência regional do ministério, na Rua Barão de Tefé, na zona portuária do Rio, devido à venda do terreno, pertencente à Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), para o governo do Estado.

Wilson de Sá considerou lamentável o "desmanche" do laboratório. "Poderia ter havido uma negociação diferente, com outro desfecho. A gente está de luto por causa disso", acrescentou.

Embora reconheça que a área seja importante para a realização dos eventos esportivos programados para a cidade do Rio, a Copa do Mundo de Futebol de 2014 e as Olimpíadas de 2016, o titular da Anffa Sindical argumentou que o espaço poderia ter sido negociado para ocupação posterior pelo mesmo complexo laboratorial do Mapa.

O assunto foi "pessimamente conduzido" pela gestão anterior da superintendência regional Rio do ministério. "A coisa foi manobrada de forma errada, inconsistente, que acabou nesse desfecho", protestou.

Wilson Roberto de Sá considerou que o encerramento das atividades do Lanagro do Rio constituirá uma perda para o Estado e um risco para a população consumidora fluminense. Lembrou que transitam pelo Rio produtos de outros Estados e países. "O laboratório servia de suporte para essas análises, com pessoal treinado, capacitado, tanto na área de bebidas, como de produtos de origem animal e vegetal, garantindo que pudessem chegar à mesa do consumidor brasileiro de uma forma segura".

Ele disse ainda que a medida traz risco para a população do ponto de vista de saúde pública. "Um risco enorme e risco de ingresso de doenças e pragas no território nacional".

 

Agência Brasil Agência Brasil
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