Rio se preocupa com imagem no exterior após dia de guerra

17 out 2009
22h54 atualizado em 18/10/2009 às 18h31
22h54 atualizado em 18/10/2009 às 18h31
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O governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB), mostrou preocupação, neste sábado, com os efeitos da guerra entre traficantes de drogas do Estado na imagem internacional do Rio, confirmado recentemente como sede dos Jogos Olímpicos de 2016.

"Vamos continuar com o nosso trabalho para que o Rio de Janeiro esteja pacificado antes, durante e depois da Olimpíada", afirmou Cabral. "Nós dissemos ao Comitê Olímpico Internacional que não é uma coisa simples, eles sabem disso. Podemos colocar 40 mil pessoas nas ruas, entre policiais federais, estaduais, municipais e fazer o evento. Estamos muito tristes com a morte dos policiais, mas vamos, se Deus quiser, cada dia mais, pacificar mais comunidades".

O relações públicas da PM, major Oderlei Santos, também se referiu aos Jogos Olímpicos e à Copa do Mundo de 2014. "Nós temos ainda bastante tempo para continuar com ações policiais no sentido de prender criminosos que cometem crimes dessa natureza. Nós temos muito tempo para a Copa do Mundo, para as Olimpíadas e até lá certamente a polícia prenderá muitos criminosos".

Cabral criticou indiretamente seus antecessores ao respaldar a ação do secretário de Segurança Pública José Mariano Beltrame. "O meu apoio é total ao secretário Beltrame e ao comandante da Polícia Militar (coronel Mario Sérgio Duarte). Já não tem mais no Rio de Janeiro aquela política de promessa de resolver segurança em seis meses ou de político se meter a ser secretário de Segurança. Nós vamos continuar dando autonomia à polícia e ao nosso secretário", disse.

O prefeito Eduardo Paes (PMDB) divulgou nota em que repudiou a ação dos criminosos no Morro dos Macacos. "A posição da prefeitura é de total apoio às forças de segurança pública do Estado, que têm combatido sem trégua as ações do crime organizado. Não é admissível que o Rio seja confrontado por delinquentes desta maneira", foi a declaração do prefeito.

Em Brasília, o ministro da Justuiça, Tarso Genro, ofereceu ajuda da Força Nacional à polícia do Rio. "Acabei de falar com o Sérgio Cabral e coloquei a Força Nacional à sua disposição. Disse que ela poderia ser usada na retaguarda, para liberar maior número de policiais na ação direta. Mas o governador disse que não seria necessário", afirmou o ministro.

O secretário Beltrame também descartou o reforço no efetivo. "Precisamos do governo federal em outras áreas", afirmou o secretário, que confirmou que o segundo helicóptero blindado do estado será comprado com recursos do Programa Nacional de Segurança com Cidadania (Pronasci), do governo federal. A licitação será lançada no próximo dia 10.

O delegado Orlando Zaccone, que coordena as cadeias do Estado, decidiu reforçar o policiamento na unidade da Polinter no Grajaú, onde há 150 presos da facção Comando Vermelho, que tentou invadir o Morro dos Macacos.

O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil-RJ, Wadih Damous, disse que a situação é inadimissível. "Não podemos mais ter território demarcado por bandidos", afirmou.

Jornal do Brasil Jornal do Brasil
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