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Rio: empresas de prédios que desabaram querem ajuda de prefeito

7 fev 2012
14h45
atualizado às 14h51

Os representantes da Associação das Vítimas da Avenida Treze de Maio, que tem o nome da região onde três prédios desabaram há duas semanas, no Rio de Janeiro, cobram da prefeitura carioca apoio financeiro às empresas que tiveram as atividades paralisadas por causa da tragédia para que retomem seus negócios. O presidente da organização criada para dar suporte às vítimas, Otávio Blatter, informou que está tentando agendar uma audiência com o prefeito Eduardo Paes (PMDB) para tratar da questão.

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Segundo Blatter, que tinha um escritório de advocacia no 13ª andar do Edifício Liberdade, o primeiro a desabar, os três prédios que caíram abrigavam cerca de 80 empresas, que empregavam aproximadamente 500 profissionais.

"Estamos pedindo uma audiência com o prefeito porque queremos um tratamento idêntico ao que foi dado às escolas de samba (que tiveram barracões foram atingidos por um incêndio em fevereiro de 2011). Elas conseguiram, com apoio da prefeitura, um novo local para se organizar e verba para remediar o prejuízo. Nós também queremos isso, principalmente em função da grande massa de pessoas que ficaram desempregadas", disse.

A prefeitura do Rio informou, por meio da assessoria de imprensa, que no gabinete de Eduardo Paes ainda não foi oficializado nenhum pedido de audiência para tratar do assunto. Sobre a possibilidade de serem liberadas verbas para apoiar a reestruturação das empresas que tiveram de paralisar as atividades em consequência dos desabamentos, a assessoria não se manifestou até o fechamento da matéria.

Os desabamentos
Três prédios desabaram no centro do Rio de Janeiro por volta das 20h30min de 25 de janeiro. Um deles tinha 20 andares e ficava situado na avenida Treze de Maio; outro tinha 10 andares e ficava na rua Manuel de Carvalho; e o terceiro, também na Manuel de Carvalho, era uma construção de quatro andares. Segundo a Defesa Civil do município, pelo menos 17 pessoas morreram. Cinco pessoas ficaram feridas com escoriações leves e foram atendidas nos hospitais da região. Cerca de 80 bombeiros e agentes da Defesa Civil trabalham desde a noite da tragédia na busca de vítimas em meio aos escombros. Estão sendo usados retroescavadeiras e caminhões para retirar os entulhos.

Segundo o engenheiro civil Antônio Eulálio, do Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia do Rio de Janeiro (Crea-RJ), havia obras irregulares no edifício de 20 andares. O especialista afirmou que o prédio teria caído de cima para abaixo e acabou levando os outros dois ao lado. De acordo com ele, todas as possibilidades para a tragédia apontam para problemas estruturais nesse prédio. Ele descartou totalmente que uma explosão por vazamento de gás tenha causado o desabamento.

Com o acidente, a prefeitura do Rio de Janeiro interditou várias ruas da região. O governo do Estado decretou luto. No metrô, as estações Cinelândia, Carioca, Uruguaiana e Presidente Vargas foram interditadas na noite dos desabamentos, mas foram liberadas após inspeção e funcionam normalmente.

Agência Brasil Agência Brasil

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