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Rio: corpo de vítima do desabamento é sepultado em Niterói

27 jan 2012
11h20
atualizado às 13h36

O clima de comoção tomou conta do cemitério de Maruí, em Niterói, região metropolitana do Rio de Janeiro, onde foi sepultado na manhã desta sexta-feira o corpo de Celso Renato Braga Cabral, 46 anos, um dos mortos nos desabamentos de três edifícios no centro da capital fluminense, na última quarta-feira.

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Celso foi a primeira vítima da tragédia a ser enterrada. Além dele, pelo menos seis pessoas morreram e cerca de 20 permanecem desaparecidas. Ao meio-dia, será sepultado no Cemitério São João Batista, em Botafogo, na zona sul do Rio, o corpo de Cornélio Ribeiro Lopes, 73 anos, outra vítima do desabamento dos prédios na avenida Treze de Maio. Ele trabalhava há 20 anos como porteiro de um dos edifícios.

Até agora, foram identificados Celso Renato Braga Cabral, Cornélio Ribeiro Lopes, Margarida Vieira de Carvalho e Nilson de Assunção Ferreira. Segundo a Defesa Civil, as buscas na área dos escombros continuarão até este sábado. O trabalho está sendo feito com muito cuidado, para preservar a integridade dos corpos soterrados.

A todo o momento, saem caminhões carregados de entulho da área onde ocorreu o desabamento dos três prédios, na avenida Treze de Maio.

Os desabamentos
Três prédios desabaram no centro do Rio de Janeiro por volta das 20h30min de 25 de janeiro. Um deles tinha 20 andares e ficava situado na avenida Treze de Maio; outro tinha 10 andares e ficava na rua Manuel de Carvalho; e o terceiro, também na Manuel de Carvalho, era uma construção de quatro andares. Segundo a Defesa Civil do município, sete pessoas morreram no acidente e 20 permanecem desaparecidas. Cinco pessoas ficaram feridas com escoriações leves e foram atendidas nos hospitais da região. Cerca de 80 bombeiros e agentes da Defesa Civil trabalham desde a noite da tragédia na busca de vítimas em meio aos escombros. Estão sendo usados retroescavadeiras e caminhões para retirar os entulhos.

Segundo o engenheiro civil Antônio Eulálio, do Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia do Rio de Janeiro (Crea-RJ), havia obras irregulares no edifício de 20 andares. O especialista afirmou que o prédio teria caído de cima para abaixo e acabou levando os outros dois ao lado. De acordo com ele, todas as possibilidades para a tragédia apontam para problemas estruturais nesse prédio. Ele descartou totalmente que uma explosão por vazamento de gás tenha causado o desabamento.

Com o acidente, a prefeitura do Rio de Janeiro interditou várias ruas da região. O governo do Estado decretou luto. No metrô, as estações Cinelândia, Carioca, Uruguaiana e Presidente Vargas foram interditadas na noite dos desabamentos, mas foram liberadas após inspeção e funcionam normalmente.

Veja a localização do desabamento:

Jornal do Brasil Jornal do Brasil

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