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Resgatado 5º corpo de prédios no RJ; buscas seguem sob chuva

26 jan 2012
23h03
atualizado às 23h38
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Um quinto corpo foi retirado na noite desta quinta-feira dos escombros dos prédios que desabaram ontem no centro histórico do Rio de Janeiro, informou a Polícia Civil. Às 23h30, ainda não era possível afirmar a identidade da vítima, que foi encaminhada ao Instituto Médico Legal (IML).

Confira como fica o trânsito no local após os desabamentos

As buscas por desaparecidos vão continuar durante a madrugada desta sexta-feira, segundo o secretário de Assistência Social, Rodrigo Bethlem. De acordo com ele, a chuva não vai interromper o trabalho do Corpo de Bombeiros. O último balanço divulgado pelo governo estadual dava conta de que 22 pessoas estavam desaparecidas em decorrência da tragédia.

Bethlem informou também que há 26 famílias na Câmara de Vereadores aguardando informações sobre desaparecidos, o que não significa que todas as pessoas procuradas estavam nos prédios destruídos.

Ao todo, quatro corpos já foram retirados dos escombros. O último corpo encontrado seria o de uma mulher e ainda não foi identificado. À tarde, um grupo de parentes de mulheres desaparecidas foi conduzido da Câmara de Vereadores para o Instituto Médico Legal (IML) para a identificação do cadáver. Os outros três corpos são de homens.

Os desabamentos
Três prédios desabaram no centro do Rio de Janeiro por volta das 20h30 de 25 de janeiro. Um deles tinha 20 andares e ficava situado na avenida Treze de Maio; outro tinha 10 andares e ficava na rua Manuel de Carvalho; e o terceiro, também na Manuel de Carvalho, era uma construção anexa ao Theatro Municipal. Ao menos cinco pessoas morreram no acidente e mais de 20 permanecem desaparecidas. Cinco pessoas ficaram feridas com escoriações leves e foram atendidas nos hospitais da região. Cerca de 80 bombeiros e agentes da Defesa Civil trabalham desde a noite do incidente na busca de vítimas em meio aos escombros. Estão sendo usados retroescavadeiras e caminhões para retirar os entulhos.

Segundo o engenheiro civil Antônio Eulálio, do Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia do Rio de Janeiro (Crea-RJ), havia obras irregulares no edifício de 20 andares. O especialista afirmou que o prédio teria caído de cima para abaixo e acabou levando os outros dois ao lado. De acordo com ele, todas as possibilidades para a tragédia apontam para problemas estruturais. Ele descartou totalmente que uma explosão por vazamento de gás tenha causado o desabamento.

Veja a localização do desabamento:

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