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Reabertura de Mercado Público de Porto Alegre tem protesto e homem detido

13 ago 2013
11h38
atualizado às 12h15
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O Mercado Público de Porto Alegre, que estava fechado desde o incêndio do dia 6 de julho, foi reaberto na manhã desta terça-feira, em uma cerimônia que foi marcada por protestos e pela detenção de um homem. A Brigada Militar (Polícia Militar local) autuou um visitante que havia entrado na área que ainda está interditada para obras, no segundo andar do mercado. O homem, que tinha o rosto coberto por um tecido, gritou ao ser detido, afirmando que só fazia fotos e vídeos do local. Ele escalou nas grades de ferro do forro do mercado, a dezenas de metros de altura.

<p>Visitantes fazem fila para entrar no Mercado Público, no centro de Porto Alegre</p>
Visitantes fazem fila para entrar no Mercado Público, no centro de Porto Alegre
Foto: Raphael Seabra / Futura Press

Enquanto isso, integrantes do Bloco de Luta pelo Transporte Público protestava pedindo a elaboração do projeto de passe livre nos ônibus municipais. O grupo prometia a "caça ao Fortuna", em referência ao prefeito de Porto Alegre, José Fortunati. Grupos de servidores municipais também realizaram manifestações, mas silenciosas, com faixas e cartazes.

<p>Homem &eacute; detido por&nbsp;invadir&nbsp;&aacute;rea interditada do mercado</p>
Homem é detido por invadir área interditada do mercado
Foto: Daniel Favero / Terra
Em relação aos protestos, Fortunati disse que o local é público, "faz parte da história da nossa cidade, mas sempre tem um grupo que mostra que não tem educação... são os mesmo que tem depredado as lojas da Azenha e da Cidade Baixa, isso é lamentável".

O Mercado Público foi reaberto às 10h, com uma cerimônia que teve homenagens religiosas. Em seguida, o local já estava lotado de visitantes e clientes.

O proprietário do Empório Banca 38, Sergio Lourenço, disse que, no dia do incêndio, foi dormir pensando que se tratava de um sonho. "Acordei na manhã de domingo pensando que tinha sido um sonho, mas não era." Ele não cogitava a possibilidade de um incêndio poderia ocorrer no mercado, "tanto que eu nem tinha seguro", afirmou. "Tu não tem como recuperar um prejuízo desses, mas faz parte do jogo", disse ele, conformado.

O vice-prefeito de Porto Alegre, Sebastião Melo, afirmou que reuniões para definir um cronograma de reabertura das lojas que permaneceram fechadas nesse primeiro momento. Ele disse que isso deve ser revolvido em até 40 dias.

Um dos estabelecimentos mais tradicionais de Porto Alegre, o Mercado Público estava fechado desde o dia 6 de julho, quando foi atingido por um incêndio que destruiu parte de suas lojas e bancas. O fogo não deixou ninguém ferido, mas danificou parte da estrutura do Mercado Público, que continuará sob obras nos próximos 10 meses.

Mercado Público
Um dos principais cartões postais de Porto Alegre, o Mercado Público já registrou outros três incêndios em seus 140 anos de história: em 1912, 1972 e 1979, este último no ano em que foi tombado como Patrimônio Histórico e Cultural do Município. Na década de 1990 o prédio passou por uma restauração em toda a estrutura, que durou sete anos.

Um dia após o Mercado Público de Porto Alegre (RS) sofrer um incêndio de grandes proporções, o prédio histórico no Centro da capital gaúcha foi aberto no domingo para a entrada de policiais e de peritos. Por volta do meio-dia, a Brigada Militar permitiu o acesso de equipes de reportagem à parte interna do Mercado.

Ao entrar no prédio histórico, a primeira impressão era de que o estrago era muito menor do que se previa pelas imagens do fogo veiculadas na noite de sábado. "Quando via as imagens ontem, parecia terra arrasada", disse o secretário da Produção, Indústria e Comércio (Smic) de Porto Alegre Humberto Goulart, ao entrar no Mercado Público.

Fonte: Terra
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