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Protestos no RS fecham rodovias na região metropolitana de Porto Alegre

21 jun 2013
20h36
atualizado às 20h36
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Protestos que ocorrem na noite desta sexta-feira em várias cidades do Rio Grande do Sul fecham rodovias na região metropolitana de Porto Alegre. Por volta das 19h30, a Freeway, principal ligação da capital com o litoral gaúcho, tinha dois bloqueios por manifestações.

<p>Em Esteio (RS), o Comando de Policiamento Metropolitano (CPM) bloqueou a BR-116 por volta das 19h30 para permitir a passagem de um grupo de manifestantes</p>
Em Esteio (RS), o Comando de Policiamento Metropolitano (CPM) bloqueou a BR-116 por volta das 19h30 para permitir a passagem de um grupo de manifestantes
Foto: Marcio Rodrigues / Futura Press

Uma delas interditou a via na altura do km 86, sentido litoral, nas proximidades do acesso da avenida Assis Brasil. O segundo estava situado no km 107, em Eldorado do Sul, no sentido interior.

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A BR-116, no quilômetro 300, em Guaíba, estava com trânsito bloqueado devido a uma manifestação na entrada da cidade desde às 18h10min. Os dois sentidos da rodovia estavam interditados pelos manifestantes.

Ainda na BR-116, o Comando de Policiamento Metropolitano (CPM) bloqueou a via por volta das 19h30 em Esteio para permitir a passagem de um grupo de manifestantes em frente ao Parque de Exposições Assis Brasil.

Conforme o CPM, ocorrem protestos na noite desta sexta-feira nos municípios de Alvorada, Cachoeirinha, Esteio e Sapucaia do Sul, todos na Grande Porto Alegre. Segundo a polícia, as manifestações são pacíficas e ocorrem principalmente em frente às prefeituras.

Protestos contra tarifas mobilizam população e desafiam governos de todo o País
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A mobilização começou em Porto Alegre, quando, entre março e abril, milhares de manifestantes agruparam-se em frente à Prefeitura para protestar contra o recente aumento do preço das passagens de ônibus; a mobilização surtiu efeito, e o aumento foi temporariamente revogado . Poucos meses depois, o mesmo movimento se gestou em São Paulo, onde sucessivas mobilizações atraíram milhares às ruas; o maior episódio ocorreu no dia 13 de junho, quando um imenso ato público acabou em violentos confrontos com a polícia .

O grandeza do protesto e a violência dos confrontos expandiu a pauta para todo o País. Foi assim que, no dia 17 de junho, o Brasil viveu o que foi visto como uma das maiores jornadas populares dos últimos 20 anos . Motivados contra os aumentos do preço dos transportes, mas também já inflamados por diversas outras bandeiras, tais como a realização da Copa do Mundo de 2014, a nação viveu uma noite de mobilização e confrontos em São Paulo , Rio de Janeiro , Curitiba , Salvador , Fortaleza , Porto Alegre e Brasília .

A onda de protestos mobiliza o debate do País e levanta um amálgama de questionamentos sobre objetivos, rumos, pautas e significados de um movimento popular singular na história brasileira desde a restauração do regime democrático em 1985. A revogação dos aumentos das passagens já é um dos resultados obtidos em São Paulo e outras cidades , mas o movimento não deve parar por aí. “Essas vozes precisam ser ouvidas”, disse a presidente Dilma Rousseff , ela própria e seu governo alvos de críticas.

Fonte: Terra

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