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Polícia Federal investiga pichações no Cristo Redentor

16 abr 2010
15h25
atualizado às 16h47

A Delegacia de Repressão a Crimes contra o Meio Ambiente e Patrimônio Histórico da Polícia Federal informou nesta sexta-feira que abriu investigação para identificar os responsáveis pela pichação à estátua do Cristo Redentor, no Rio de Janeiro.

Pichações são apagadas da estátua do Cristo Redentor
Pichações são apagadas da estátua do Cristo Redentor
Foto: Reuters

O ataque foi descoberto ontem quando a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, e o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, visitaram o monumento para inspecionar as obras de restauração e os trabalhos para liberar as vias de acesso, interrompidas por deslizamentos de terra.

"Onde está a engenheira Patrícia?", dizia uma das pichações em referência a uma jovem desaparecida em 2008 em um crime atribuído à polícia. "Quando os gatos saem, os ratos fazem a festa", dizia outra. Segundo a Prefeitura do Rio de Janeiro, este é o primeiro ato de vandalismo sofrido pelo monumento em quase 80 anos.

Hoje a Companhia Municipal de Limpeza Urbana (Comlurb) informou que "já não há mais de pichações no Cristo Redentor", Paes havia ordenado que elas fossem limpas em um prazo de 48 horas. A informação foi contestada, mais tarde, pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

Em nota, a superintendência do Iphan no Rio de Janeiro afirmou que "os testes para a remoção já começaram e vão definir a técnica a ser empregada, após a aprovação do Iphan. Em princípio será utilizado o solvente menos agressivo possível e indicado para o caso, já que existem produtos específicos para cada tipo de tinta e até mesmo para cada cor".

A entidade disse, ainda, que os trabalhos vão adentrar o fim de semana, para evitar que a tinta aplicada se fixe nas tesselas em pedra sabão que revestem a imagem.

O ataque, qualificado pela prefeitura como vandalismo, teria sido realizado por um grupo que aproveitou o fechamento das principais vias de acesso ao topo do Corcovado para não ser percebido e usou os andaimes colocados para o restauro da estátua. Eles escreveram frases de protesto nos braços, no peito e no rosto do Cristo. Segundo a PF, a pichação tem pena prevista de detenção, de três meses a um ano, e multa.

O prefeito qualificou o ato como um "crime de lesa pátria", já que o Cristo Redentor, inaugurado em 1931, foi declarado patrimônio nacional em dezembro. O monumento, de 38 m de altura, está localizado no topo do Corcovado e dentro do Parque da Tijuca, uma reserva ambiental. O governo ordenou o reforço da guarda florestal.

O acesso ao Cristo deve ser desbloqueado antes da quarta-feira, a fim de aproveitar o feriado de Tiradentes.

As chuvas da semana passada, que deixaram até agora 253 mortos, bloquearam não só a estrada que chega até o monumento, mas também a linha do trem turístico que sobe até o Cristo.

Com informações da Agência Efe

Fonte: Redação Terra

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