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Pesquisa: 25% dos adolescentes estão acima do peso em SP

2 ago 2010
18h36
atualizado às 19h16

De acordo com uma pesquisa realizada pelo Centro de Atendimento e Apoio ao Adolescente da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), divulgada nesta segunda-feira, os alunos de escolas públicas e privadas da capital paulista estão com Índice de Massa Corporal (IMC) acima dos padrões internacionais. Segundo o levantamento, entre os 8.020 adolescentes avaliados, 25,56% estão com sobrepeso ou obesidade, com maior incidência entre os meninos. Nas escolas públicas, o índice é de 23,13% e nas escolas particulares, 33,2%.

Participaram o estudo alunos de 43 escolas públicas e privadas, com idades entre 10 e 15 anos. Segundo a pesquisadora Maria Aparecida Zanetti Passos, do Centro de Atendimento e Apoio ao Adolescente da Unifesp, a obesidade atinge uma população cada vez mais jovem.

De acordo com ela, é grande o número de adolescentes brasileiros com IMC acima do percentil 95 (acima de 85 é considerado sobrepeso, e de 95 obesidade), 9,89% dos entrevistados. Entre os jovens pesquisados, 15,67% apresentavam sobrepeso; e 2,77% estavam abaixo dos parâmetros ideais.

O sobrepeso, a obesidade e o nível abaixo do considerado saudável são considerados desvios nutricionais. Entre os jovens que participaram do levantamento, 28,33% apresentavam alguma dessas características. A pesquisa apontou que 27,8% dos meninos são obesos.

Nas escolas particulares, 21% deles apresentaram sobrepeso e 18% obesidade. Nas escolas públicas, 14% dos meninos estavam com sobrepeso e 10% com obesidade.

Entre as meninas, 8,12% estavam obesas, e 15,57% com sobrepeso, o que representou 23,69% da população feminina pesquisada. Nas escolas particulares 20% delas estavam com sobrepeso e 8% eram obesas. Nas escolas públicas, 15% estavam com sobrepeso e 8% com obesidade.

A coleta dos dados foi realizados entre os anos de 2003 e 2004, mas o resultado só foi publicado neste ano com comparação dos parâmetros internacionais. A próxima etapa do trabalho será iniciada no mês de agosto, quando o sub-grupo dos mesmos adolescentes que apresentaram sobrepeso e obesidade voltarão a ser analisados.

"A vida moderna e o sedentarismo criaram hábitos alimentares que causam esses resultados. Hoje, o aluno vai para a escola com dinheiro e as lanchonetes disponibilizam uma quantidade enorme de frituras, refrigerantes e outros alimentos calóricos. O adolescente está sempre com um refrigerante ou um salgadinho na mão", disse Maria Aparecida.

Para ela, a alimentação em casa também é responsável pelo quadro apontado pela pesquisa. "Mesmo em casa, a falta de tempo e a praticidade dos congelados e semi-prontos, além de consumo excessivo de alimentos ricos em açúcares e gorduras, favorecem que a alimentação das famílias seja desequilibrada".

Fonte: Redação Terra

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