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Paes chama lideranças de protesto para conversar no Rio

Prefeito tem sido hostilizado pelos manifestantes em todas as passeatas realizadas no Rio de Janeiro

18 jun 2013
15h40
atualizado às 17h02
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O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, convidou as principais lideranças do protesto, que na última segunda-feira levou 100 mil pessoas às ruas da capital fluminense, para um diálogo na sede da prefeitura, no início da noite de hoje. A informação foi confirmada pela assessoria de imprensa da prefeitura, que adiantou ainda que, até o momento da publicação desta reportagem, nenhum dos três líderes identificados pela equipe do prefeito confirmou presença no encontro. 

<p>A região central do Rio de Janeiro mostra o resultado de noite de violência na segunda-feira, que teve confronto entre policiais militares e um grupo de manifestantes</p>
A região central do Rio de Janeiro mostra o resultado de noite de violência na segunda-feira, que teve confronto entre policiais militares e um grupo de manifestantes
Foto: Daniel Ramalho / Terra

A reportagem do Terra entrou em contato com um dos líderes do movimento na capital fluminense, o estudante de história da Universidade Federal do Rio de Janeiro Tadeu Alencar, 22, diretor dos membros do Diretório Central dos Estudantes (DCE), que confirmou o convite e explicou que os estudantes do núcleo da UFRJ ainda vão se reunir para saber se encontrarão com o prefeito para apresentar eventuais reivindicações. 

"Vai depender da disposição da galera e até que horas o prefeito vai estar disponível para hoje. Nossa prioridade é a reunião para discutirmos os próximos passos do ato da próxima quinta-feira", explicou o estudante. Um novo manifesto está marcado, ainda sem localidade e percurso definidos. 

Após o ato de ontem, que ao mesmo tempo em que lotou as ruas do centro do Rio de Janeiro de forma pacífica promoveu também destruição, o prefeito Eduardo Paes legitimou o protesto, mas criticou os atos violentos. O governo do Estado, na figura do governador Sérgio Cabral, segue em silêncio. 

Os protestos que se espalharam por todo o País tiveram como estopim o aumento das tarifas de ônibus municipais. No Rio de Janeiro, o valor da passagem saltou de R$ 2,75 para 2,95, incluindo os veículos com ar condicionado. Assim como Sérgio Cabral, Eduardo Paes tem sido bastante hostilizado pelos manifestantes em todas as passeatas realizadas até aqui no Rio. 

Fonte: Terra

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