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Oito mil participam de protesto em Belo Horizonte, MG

No Facebook, cerca de 18 mil pessoas confirmaram a presença na manifestação contra o aumento das passagens e Copa do Mundo

15 jun 2013
14h54
atualizado às 16h52
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Cerca de oito mil pessoas, segundo a PM de Belo Horizonte, dentre jovens, adultos, crianças e idosos, participaram do protesto contra a Copa das Confederações, o aumento das tarifas das passagens de ônibus e a corrupção na Savassi, região Centro-Sul de Belo Horizonte (MG). No Facebook, cerca de 18 mil pessoas confirmaram a presença na manifestação

<p>Manifestantes protestam com veemência contra Copa e aumento de passagens, no centro de BH</p>
Manifestantes protestam com veemência contra Copa e aumento de passagens, no centro de BH
Foto: Ney Rubens / Especial para Terra

A manifestação foi pacífica, a ponto de manifestantes pedirem para tirar fotos com a coronel Claudia Romualdo, comandante do Policiamento da capital.

Ainda de acordo com a coronel, PM optou pelo bom senso e não reprimiu o protesto conforme determina a decisão da Justiça que proibiu na sexta-feira qualquer manifestação no Estado durante a Copa das Confederações que bloqueasse o trânsito parcial ou totalmente em qualquer via. Protesto terminou às 16h na Praça da Estação, no centro de BH.

.O protesto intitulado “1º Reunião pela Redução da Passagem – R$ 2,80 não!” é coordenado pelo Comitê Popular de Atingidos pela Copa (Copac) por partidos políticos como o Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU), o Partido Socialismo e Liberdade (Psol) e por estudantes. Pessoas com caras pintadas e portando cartazes contra a corrupção e a Copa das Confederações participam da manifestação.

Segundo Fidelis Alcântara, um dos líderes do Copac, o movimento quer mostrar que “ainda dá tempo” de reverter o aumento da passagem, seguindo o exemplo dos protestos de São Paulo e Rio de Janeiro. A tarifa da passagem de ônibus na capital mineira aumentou no dia 29 de dezembro – passando de R$ 2,65 para R$ 2,80. “Seis meses depois é importante chamar a atenção e mostrar que ainda dá tempo de tentar reduzir”, diz.

Segundo a coronel Cláudia Romualdo da Polícia Militar, foi feito um acordo entre as lideranças do movimento para que a polícia acompanhasse o movimento e garantisse toda a segurança aos manifestantes. Em troca, os ativistas afirmaram que o movimento seria pacífico e sem desordem.

Sobre a pouca presença de manifestantes no ato mesmo após o alto número de confirmações, Alcãntara afirmou que isso não era tão relevante. “O importante é que a questão está em pauta. A discussão sobre a corrupção, os desmandos da Fifa e o tudo o que está acontecendo no Brasil está aberta”, disse.

Segundo o tenente-coronel, Roberto Lemos, comandante do batalhão de trânsito, todos os líderes dos movimentos estão sendo identificados através do sistema de monitoramento de câmeras denominado olho-vivo.

"Vamos encaminhar o boletim de ocorrência com todos devidamente identificados para o Ministério Público e tribunal de justiça. A punição, aqui, é multa de 500 mil por dia pelo descumprimento da lei", disse o comandante.

Fonte: Terra

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