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Cidades

SP: ato do MPL acaba em confronto entre mascarados e polícia

Marivaldo Oliveira / Futura Press
8 jan 2016
19h22
atualizado às 20h02
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Um protesto organizado pelo Movimento Passe Livre (MPL) na tarde desta sexta-feira, contra elevação do preço da passagem de ônibus, metrô e trem, acabou em tumulto generalizado e confronto entre manifestantes mascarados e a Polícia Militar nas ruas do centro de São Paulo.

Já no final do protesto, mascarados entraram em confronto com PMs, que dispararam gás de pimenta contra os manifestantes. Estes, responderam depedrando ônibus e agências bancárias, e ateando fogo nas ruas. Às 18h30 o protesto estava concentrado em frente ao Theatro Municipal, na região central da cidade, de onde partiram em passeata pelo Vale do Anhangabaú, pela Avenida 23 de Maio até a Praça da Sé.

O ato é contra o aumento abusivo que atinge diretamente as famílias de trabalhadores. Apesar de algumas conquistas efetivas nossas, como o passe livre para parte da população, queremos que esse direito seja de todos”, disse Larissa Sampaio, do Levante Popular da Juventude, um dos movimentos que participa do evento.

Foto: Leonardo Benassatto / Futura Press

Na manhã de hoje, o MPL já havia feito uma manifestação na zona oeste da capital paulista contra o aumento nas tarifas. De acordo com a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), um pequeno grupo começou o protesto na rua Guaicurus, próximo ao Terminal Lapa, zona oeste, às 5h35.

Segundo a Secretaria Municipal de Transportes, responsável pelos ônibus municipais, e pela Secretaria Estadual dos Transportes Metropolitanos, responsável pelo transporte dos metrôs e trens estaduais, o reajuste ficou abaixo da inflação acumulada desde o último reajuste, ocorrido em 6 de janeiro de 2015. A inflação acumulada neste período foi de 10,49%, enquanto o aumento das tarifas foi estipulado em 8,57% para o bilhete unitário.

Foto: Leonardo Benassatto / Futura Press

A tarifa de integração entre ônibus e trilhos [metrô e trens] passarão de R$ 5,45 para R$ 5,92. Já os bilhetes temporais 24 horas, madrugador, da hora, semanal e mensal terão seus preços mantidos.

De acordo com as secretarias, mais da metade dos usuários do sistema de transportes (53%) não será impactada pela mudança na tarifa unitária, porque são beneficiários de gratuidades, usam bilhetes temporais que não terão aumento ou são trabalhadores que já pagam o limite legal de 6% do salário para o vale-transporte.

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Foto: Leonardo Benassatto / Futura Press
Foto: Newton Menezes / Futura Press
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Foto: Marivaldo Oliveira / Futura Press
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Foto: Rogério Cavalheiro / Futura Press
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Foto: Suamy Beydoun / Futura Press

 

Agência Brasil Agência Brasil
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