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MPL declara apoio a novo protesto previsto para terça-feira em SP

23 jun 2013
13h56
atualizado às 13h56
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Após vários de seus porta-vozes terem anunciado na última sexta-feira a suspensão dos protestos em São Paulo, o Movimento Passe Livre (MPL) declarou neste domingo apoio à manifestação do Grupo Periferia Ativa "Comunidade em Luta", previsto para ocorrer na próxima terça-feira. O evento terá concentração a partir das 7h em dois pontos distintos, na estação Capão Redondo do Metrô e no largo do Campo Limpo.

Protestos por mudanças sociais levam milhares às ruas em todo o País
Protesto contra aumento das passagens toma as ruas do País; veja fotos

No texto divulgado em seu perfil no Facebook, o MPL São Paulo defende a desmilitarização da polícia, melhorias na saúde e na educação, controle sobre o valor dos alugueis, tarifa zero para o transporte público e a redução do custo de vida.

Na tarde deste domingo, o MPL realiza três reuniões abertas na capital paulista para informar como funciona o movimento e responder a questões sobre o que é o grupo, como se organiza, quando surgiu, como trabalha e o que defende. Também serão discutidos o sistema de transporte, os aumentos e a tarifa zero.

As três atividades ocorrem simultaneamente às 14h na Quadra dos Metroviários (rua Serra do Japi, 31, próximo ao metrô Tatuapé), na subsede Santo Amaro do Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp) - rua Cerqueira Cesar, 480, próximo ao metrô Largo Treze -, e no Espaço Contraponto (rua Medeiros de Albuquerque, 55, perto do metrô Sumaré).

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<a data-cke-saved-href="http://www.terra.com.br/noticias/infograficos/tarifas-de-onibus/iframe.htm" href="http://www.terra.com.br/noticias/infograficos/tarifas-de-onibus/iframe.htm">veja o infográfico</a>

Protestos contra tarifas mobilizam população e desafiam governos de todo o País
Mobilizados contra o aumento das tarifas de transporte público nas grandes cidades brasileiras, grupos de ativistas organizaram protestos para pedir a redução dos preços e maior qualidade dos serviços públicos prestados à população. Estes atos ganharam corpo e expressão nacional, dilatando-se gradualmente em uma onda de protestos e levando dezenas de milhares de pessoas às ruas com uma agenda de reivindicações ampla e com um significado ainda não plenamente compreendido.

A mobilização começou em Porto Alegre, quando, entre março e abril, milhares de manifestantes agruparam-se em frente à Prefeitura para protestar contra o recente aumento do preço das passagens de ônibus; a mobilização surtiu efeito, e o aumento foi temporariamente revogado. Poucos meses depois, o mesmo movimento se gestou em São Paulo, onde sucessivas mobilizações atraíram milhares às ruas; o maior episódio ocorreu no dia 13 de junho, quando um imenso ato público acabou em violentos confrontos com a polícia.

O grandeza do protesto e a violência dos confrontos expandiu a pauta para todo o País. Foi assim que, no dia 17 de junho, o Brasil viveu o que foi visto como uma das maiores jornadas populares dos últimos 20 anos. Motivados contra os aumentos do preço dos transportes, mas também já inflamados por diversas outras bandeiras, tais como a realização da Copa do Mundo de 2014, a nação viveu uma noite de mobilização e confrontos em São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba, Salvador, Fortaleza, Porto Alegre e Brasília.

A onda de protestos mobiliza o debate do País e levanta um amálgama de questionamentos sobre objetivos, rumos, pautas e significados de um movimento popular singular na história brasileira desde a restauração do regime democrático em 1985. A revogação dos aumentos das passagens já é um dos resultados obtidos em São Paulo e outras cidades, mas o movimento não deve parar por aí. “Essas vozes precisam ser ouvidas”, disse a presidente Dilma Rousseff, ela própria e seu governo alvos de críticas.

Fonte: Terra
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