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MG anuncia redução da tarifa do transporte metropolitano na Grande BH

Segundo governador, Estado não vai gastar com a redução

20 jun 2013
16h40
atualizado às 17h49
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O governador de Minas Gerais, Antônio Anastasia (PSDB), anunciou na tarde desta quinta-feira na Cidade Administrativa uma redução nas tarifas do transporte da região metropolitana de Belo Horizonte. Os coletivos ficarão 3,65% mais baratos, e os novos valores começam a valer a partir do dia 1º de julho para 34 cidades da Grande BH.

Protesto contra aumento das passagens toma as ruas do País; veja fotos

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As empresas que cobram hoje R$ 3,45 - valor preponderante em maioria - terão redução de R$ 0,15. Em algumas cidades, como Baldim, o valor atual chega a R$ 28,10.

De acordo com Anastasia, a decisão não vai acarretar despesas para o Estado. “Nesta redução não haverá gastos públicos. Estamos reduzindo sobre o valor cobrado as empresas. Tendo em vista e desoneração recentes no âmbito federal, estamos determinando a redução. A cada ano é feita uma revisão nos valores, aqui é em dezembro. Neste meio tempo houve um decréscimo no âmbito federal, e então estamos antecipando”, afirmou.

“Estamos apenas tirando do caixa das empresas este valor e no final do ano vamos rever tudo o que aconteceu em termos de despesas e benefícios”, avaliou.

Apesar de ter reduzido as tarifas dos ônibus, o governante mineiro sabe que os pedidos nas manifestações são muito maiores. “As manifestações são bem-vindas, quando pacificas. Demostram um clima de insatisfação e que precisamos ainda mais melhorar os serviços públicos. Sabemos que não é exclusivamente uma questão da tarifa, eles têm motivos maiores. A tarifa foi um ponto de partida, mas percebemos essa possibilidade. Essas manifestações devem caminhar para identificar as reivindicações e discutir para melhorar e avançar”, explicou.

Com mais uma grande manifestação marcada para sábado em Belo Horizonte, aproveitando data do jogo entre México e Japão, no Mineirão, Anastasia disse que não fará nada para impedir o protesto, entretanto, explicou que precisa garantir que o evento ocorra bem. “A orientação é clara, temos em primeiro lugar de garantir a ordem e segurança dos manifestantes. Mas também temos que garantir o compromisso assumido em 2009, que é o jogo e as pessoas que compraram ingressos vão ter o direito e chegarão até o estádio. Eles vão manifestar. Tem que ser pacifico, e na região temos que garantir acesso ao estádio”, finalizou 

Protestos contra tarifas mobilizam população e desafiam governos de todo o País
Mobilizados contra o aumento das tarifas de transporte público nas grandes cidades brasileiras, grupos de ativistas organizaram protestos para pedir a redução dos preços e maior qualidade dos serviços públicos prestados à população. Estes atos ganharam corpo e expressão nacional, dilatando-se gradualmente em uma onda de protestos e levando dezenas de milhares de pessoas às ruas com uma agenda de reivindicações ampla e com um significado ainda não plenamente compreendido.

A mobilização começou em Porto Alegre, quando, entre março e abril, milhares de manifestantes agruparam-se em frente à Prefeitura para protestar contra o recente aumento do preço das passagens de ônibus; a mobilização surtiu efeito, e o aumento foi temporariamente revogado. Poucos meses depois, o mesmo movimento se gestou em São Paulo, onde sucessivas mobilizações atraíram milhares às ruas; o maior episódio ocorreu no dia 13 de junho, quando um imenso ato público acabou em violentos confrontos com a polícia.

O grandeza do protesto e a violência dos confrontos expandiu a pauta para todo o País. Foi assim que, no dia 17 de junho, o Brasil viveu o que foi visto como uma das maiores jornadas populares dos últimos 20 anos. Motivados contra os aumentos do preço dos transportes, mas também já inflamados por diversas outras bandeiras, tais como a realização da Copa do Mundo de 2014, a nação viveu uma noite de mobilização e confrontos em São PauloRio de JaneiroCuritibaSalvadorFortalezaPorto Alegre e Brasília.

A onda de protestos mobiliza o debate do País e levanta um amálgama de questionamentos sobre objetivos, rumos, pautas e significados de um movimento popular singular na história brasileira desde a restauração do regime democrático em 1985. A revogação dos aumentos das passagens já é um dos resultados obtidos em São Paulo e outras cidades, mas o movimento não deve parar por aí. “Essas vozes precisam ser ouvidas”, disse a presidente Dilma Rousseff, ela própria e seu governo alvos de críticas.

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Fonte: Especial para Terra

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