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Médicos brigam durante parto; bebê nasce morto em MS

24 fev 2010
21h52
atualizado às 22h09
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Celso Bejarano
Direto de Campo Grande

Policiais civis da cidade de Ivinhema, a 297 km de Campo Grande (MS), inciaram nesta quarta-feira uma investigação para apurar a morte de um recém-nascido ocorrida logo após uma briga envolvendo dois médicos obstetras na sala de cirurgia onde uma mulher grávida era atendida. A prefeitura do município afirmou que demitiu os profissionais após a suspeita.

Gislaine de Matos Rodrigues Santana foi internada no hospital municipal ontem à tarde, entrou em trabalho de parto e seria atendida por um médico identificado como Orozinho, que cuidou dela durante os exames do pré-natal. Porém, o médico plantonista, conhecido por Sinomar, resolveu fazer o procedimento, o que teria irritado o primeiro clínico, que ainda não havia entrado na sala.

Quando os dois se viram, partiram para a agressão e a mulher teve de ser levada para outra sala, onde foi submetida a uma cirurgia cesariana. Acriança nasceu morta, e a polícia quer saber se o caso tem relação com a briga dos médicos. A discussão entre os médicos durou cerca de uma hora, até que a mulher fosse atendida por um outro profissional.

A prefeitura de Ivinhema emitiu um comunicado hoje à tarde dizendo que havia demitido os dois médicos, cujos nomes não foram revelados, e comunicado o episódio ao Conselho Regional de Medicina (CRM). "Em relação ao fato ocorrido no Hospital Municipal de Ivinhema, no dia 23 defevereiro de 2010, a Administração Pública Municipal esclarece que os médicos envolvidos prestavam serviços como plantonistas no Hospital Municipal de Ivinhema e que a municipalidade já dispensou os serviços dos mesmos", diz um trecho da nota da prefeitura.

O marido de Gilslaine, Gilberto de Melo Cabreira, registrou o caso na polícia local e culpa os médicos pela morte do filho.

Especial para Terra

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