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Mais de 15 mil pessoas protestam em manifestação em Curitiba

A manifestação acompanha os atos contra o aumento da tarifa do transporte público que aconteceram em São Paulo nas últimas semanas

17 jun 2013
21h27
atualizado em 18/6/2013 às 17h00
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Um protesto reuniu mais de 15 mil pessoas nesta segunda-feira nas ruas de Curitiba, no Paraná. A manifestação, que acompanha os atos contra o aumento da tarifa do transporte público que aconteceram em São Paulo nas últimas semanas, começou pacífica e sem incidentes durante três horas, mas terminou em confronto por volta das 22h30, na chegada ao Palácio Iguaçu, sede do governo do Estado.

Com gritos de "sem violência" e "sem vandalismo", mais de 15 mil pessoas, na maioria estudantes, caminharam em protesto pelas ruas de Curitiba na noite desta segunda-feira. A Polícia Militar e a Guarda Municipal acompanharam a manifestação à distância, tentando organizar o trânsito e monitorando eventuais incidentes. Para evitar conflito, nenhuma viatura era vista no trajeto da passeata, mas um helicóptero sobrevoou parte do percurso. A Polícia Militar não confirma, mas agentes da PM informaram haver policiais infiltrados entre os manifestantes.

Até a chegada ao palácio, a promessa de manifestação pacífica foi cumprida por praticamente todos os participantes do movimento. Os poucos atos de vandalismo foram contidos pelos próprios manifestantes, como a tentativa de saque a uma loja, o bloqueio da passagem de um ônibus - quando os próprios manifestantes fizeram um corredor de isolamento para garantir sua saída -, e ameaças ao patrimônio público, como quando um estudante foi retirado de cima de uma estação tubo. As pessoas evitavam, até, pisar na grama quando ocuparam as praças.

Mas, na chegada ao Palácio, o grupo que organizava o protesto perdeu o controle de parte dos manifestantes. Identificando-se como anarquistas, cerca de 50 pessoas exigiam a invasão do palácio. O grupo mais radical ainda pichou as paredes de mármore do palácio. Houve briga entre os próprios manifestantes, até que a grande maioria das pessoas decidiu deixar o local, encerrando o protesto. Do lado de dentro do palácio, um grupo do Batalhão e Choque da Polícia Miliar estava de plantão, aguardando os acontecimentos.

O pequeno grupo restante no protesto passou, então, a atirar pedras e objetos por cima do portão, tentando atingir os policiais e, na sequência, derrubaram o portão aos pontapés. Com o portão derrubado, a polícia reagiu atirando bombas de gás lacrimogêneo para dispersar os manifestantes. A polícia avançou, fazendo os manifestantes deixarem o palácio. O confronto, com bombas por parte da polícia e pedras por parte dos manifestantes seguiu na Praça Nossa Senhora de Salete, marco do Centro Cívico de Curitiba, até a dispersão de todos os participantes.

"O movimento em Curitiba continua sendo o mais pacífico do Brasil. Mas são 20 mil pessoas na rua e não dá para controlar todos. Hoje, a juventude ocupou o Congresso Nacional. E isso explodiu a vontade de alguns em ocupar o palácio também. Quem está negociando com a prefeitura e está organizando os atos, não concorda com esse vandalismo", disse Gabriel Araújo, da comissão de comunicação da Frente de Luta pelo transporte coletivo, que organizou o movimento.

Colaborou com esta notícia o internauta Fernando Moreira, de Curitiba (PR), que participou do vc repórter, canal de jornalismo participativo do Terra. Se você também quiser mandar fotos, textos ou vídeos, clique aqui .

Fonte: Especial para Terra

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