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22 de janeiro de 2013 • 21h53 • atualizado às 21h58

GO: diretor do Procon se desculpa após associar tatuagem a bandidos

  • Direto de Goiânia
 

O advogado e professor universitário Miguel Tiago, nomeado esta semana diretor do Procon Municipal de Goiânia (GO), pediu desculpas nesta terça-feira por ter associado tatuagens a comportamento criminoso em sua página no Facebook e também no Twitter. O caso ganhou repercussão negativa na internet, principalmente entre tatuados.

Vítima de um assalto violento a sua residência localizada no Setor Jaó, em Goiânia, no final do ano passado, Miguel Tiago escreveu, no microblog, dentre outras frases, que "tatuagem e bandidagem estão associados. Pode haver exceção. Mas é exceção".

O diretor disse que ele e sua família ainda estão abalados com o assalto, em que ele, a mulher, os três filhos (de 17, 18 e 21 anos), o jardineiro e a empregada ficaram sob a mira das armas dos assaltantes por pelo menos uma hora. "Durante o assalto, eu não conseguia ver os rostos deles, só as tatuagens. Não ia falar sobre isso, mas resolvi desabafar", disse, em entrevista ao Terra.

Tiago, que disputou a última eleição para vereador em Goiânia pelo PT e ficou na suplência, admitiu que retirou os posts polêmicos das rede sociais após ficar assustado com a repercussão. Ele admitiu que se expressou mal. "Peço desculpas a quem se ofendeu. Eu fui infeliz", reconheceu. O diretor anotou as desculpas também no Facebook e no Twitter: "Peço desculpas. Houve um mal entendido. Não tenho preconceito com tatuagem", escreveu.

Miguel ressaltou, porém, que a maioria dos internautas interpretou suas frases "ao pé da letra". "Se você observar, eu não disse que todo mundo que usa tatuagem é bandido. Tenho amigos que têm, minha filha gosta. Se ela fizer uma, é claro que não a considerarei uma bandida", completou o diretor do Procon.

Especial para Terra