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Gás sob casas próximas a Center Norte será extraído por 20 drenos

6 out 2011
20h43
atualizado às 20h48

A Secretaria Municipal de Habitação (Sehab) de São Paulo informou nesta quinta-feira que trabalha em parceria com a Cetesb para solucionar problemas do conjunto habitacional Cingapura Zaki Narchi, na zona norte, onde, a exemplo do vizinho shopping Center Norte, foi constatada a presença de gás metano. Entre as medidas está a instalação de 20 drenos, que servirão para extrair o gás do subsolo de forma a impedir a intrusão de vapores nas casas.

Kassab realizou uma visita ao shopping Center Norte, em São Paulo, fechado por suposto risco de explosão
Kassab realizou uma visita ao shopping Center Norte, em São Paulo, fechado por suposto risco de explosão
Foto: Aloísio Maurício / Terra

"É preciso esclarecer primeiramente que o conjunto residencial, construído em 1995, onde vivem hoje 2.787 pessoas, não está sob risco iminente (de explosão)", ressalta a Sehab.

O Cingapura fica à margem do terreno onde existiu uma cava de mineração de areia na década de 1940. A cava foi aterrada com solo, entulho e resíduos sólidos urbanos. A decomposição do material orgânico aterrado ocasionou a formação de gás metano, que, em concentração específica em local confinado (de 5% a 15%) e em contato com fonte de ignição, pode ser perigoso.

Desde 2009, a Sehab trabalha nos edifícios elaborando estudos. Em julho deste ano, a secretaria enviou à Cetesb estudos de avaliação ambiental, bem como uma proposta de medidas mitigadoras para gerenciamento do risco. Em reunião na quarta-feira no Ministério Público Estadual, a Sehab propôs antecipar para 28 de outubro a entrega do plano a ser executado na região. Uma comissão de moradores acompanha os trabalhos no local.

A prefeitura de São Paulo anunciou hoje que está revogada a suspensão das atividades do shopping Center Norte. O grupo de acompanhamento do caso analisou um relatório técnico sobre a execução de medidas de segurança. O prefeito Gilberto Kassab, em vistoria à área, afirmou que um laudo da Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) comprovava a instalação de drenos que afastavam a possibildade de que o metano, contido no subsolo da construção, se espalhasse pelo interior do estabelecimento.

Fonte: Terra

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